Um génio voltou a ligar a lâmpada do quarto

1 semana atrás 27

Foi até ao fim, sofreu-se muito, mas o Vitória SC serviu-se da margem mínima para vencer o Boavista (1-0) e conquistar colado à luta pelo terceiro e quarto lugar. O (grande) tento certeiro por parte de Tomás Handel, ainda nos primeiros 45 minutos, permitiu uma noite descansada para os adeptos vitorianos.

Em relação ao último encontro, Álvaro Pacheco apostou em Bruno Gaspar, Jota Silva e Nuno Santos para os lugares que pertenceram a Afonso Freitas, Adrián Butzke e Tiago Silva, este último expulso de um dos treinos a meio da semana. Jorge Simão, por outro lado, trouxe Sebastián Pérez e Martim Tavares em detrimento de Miguel Reisinho e Róbert Bozeník (lesionado). 

Um golpe de génio!

Um Clássico é sempre um Clássico. O duelo 137 (!) entre as duas equipas prometia ser quentinho - boa casa no Estádio D. Afonso Henriques -, uma vez que Vitória SC e Boavista continuam a lutar pelos respetivos objetivos: os vitorianos, depois da derrota do SC Braga no terreno do Benfica, podiam aproximar-se do quarto lugar (a dois pontos de distância), enquanto os boavisteiros continuam a querer fugir dos lugares de despromoção, cada vez mais perto da turma comandada por Jorge Simão, no segundo jogo como treinador das Panteras.

Makouta começou a 10 @Catarina Morais / Kapta +

Ora, tal como referimos acima, o conjunto da casa entrou em campo com Bruno Gaspar no lado esquerdo da defesa. Não é muito habitual vermos um destro nesse tipo de terrenos, mas trouxe outro tipo de qualidades a um emblema que iniciou a partida por cima em todos os aspetos: na posse de bola, nas oportunidades e na eficácia de passe.

O que também não é muito habitual é vermos Tomás Handel a rematar com o pior pé, o direito. No entanto, o médio marcou o primeiro golo em Guimarães, logo aos 11 minutos. À entrada da área e sem muita preparação, o camisola oito fez explodir de alegria os milhares de adeptos que se deslocaram para assistir a este encontro.

Apesar deste cenário desfavorável, o Boavista somou dificuldades para chegar à área de Bruno Varela. O guarda-redes, durante a maior parte da primeira parte, foi um mero espetador, um cenário que obrigou Jorge Simão a mexer duas peças aos... 39 minutos. Ilija Vukotic e Rodrigo Abascal abandonaram o tapete verde para dar lugar a Miguel Resinho e Vincent Sasso. Um sinal de insatisfação e uma mensagem para o grupo?

A partir daqui, Gaius Makouta baixou para a posição '8', enquanto Miguel Reisinho tentou servir Martim Tavares, avançado com a difícil tarefa de fazer esquecer Róbert Bozeník, a contas com uma lesão. Porém, não se escreveu mais nada relacionado com uma primeira parte bem disputada, mas com ascendente pintado com as cores de Guimarães.

Uma lesão, um vermelho e um corte em cima da linha

A segunda parte, ao contrário do que tinha acontecido aquando do apito inicial, começou com um ritmo baixo. Os conquistadores desceram as linhas e concederam espaço ao adversário para tentar criar algo mais, sempre insuficiente para ameaçar a desvantagem no marcador.

As imagens falam por si @Catarina Morais / Kapta +

O primeiro remate surgiu aos 58 minutos. O autor? Sebastián Pérez. O Boavista cresceu com passos de «bebé» e, numa das melhores alturas do encontro, Chidozie travou um contra-ataque, levou o segundo cartão amarelo e foi tomar banho mais cedo. Tarefa mais complicada para um plantel bastante condicionado e com falta de opções.

Até ao final, os boavisteiros ainda estiveram perto de gritar golo, mas o corte em cima da linha por parte de Manu Silva impediu o regressar das vitórias por parte do emblema portuense, que sofreram mais uma contrariedade com a lesão de Bruno Onyemaechi, lateral que não conseguiu sair pelo próprio pé... Uma noite em que nada correu bem.

Ler artigo completo