A experiência ainda é um posto: FC Porto vence clássico na Luz e vai discutir título no Dragão Arena com Sporting

1 mes atrás 41

Num jogo onde o Benfica esteve sempre na frente até aos últimos 12 minutos, tendo mesmo vantagens que chegaram aos quatro golos, FC Porto ganhou com uma jogada preparada nos últimos segundos (28-29).

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Ivan Del Val/Global Imagens

Ivan Del Val/Global Imagens

Para uns, a derrota era praticamente o adeus ao título. Para outros, a derrota deixava o título dependente de outros. A seis jornadas do final de um Campeonato que costuma ser decidido nos jogos grandes mas que este ano teve uns deslizes à mistura que mudou esse cenário, o Benfica-FC Porto era como uma final tendo em conta a liderança do Sporting e o que resta jogar na prova, mesmo tendo em conta que os leões têm ainda pela frente uma deslocação ao Dragão Arena e uma receção aos encarnados. Assim, e em dia de jogo na Luz em futebol (Benfica-Estoril) que enche ainda mais o pavilhão, havia a promessa de um encontro eletrizante entre dois conjuntos habituados a chegar a esta fase com ambições mas que atravessavam fases diferentes, com os azuis e brancos na melhor série da época (sete vitórias consecutivas) e os encarnados a virem de uma derrota nos quartos da Taça com o Sporting e um empate com sabor a derrota frente ao Águas Santas.

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“Já lá vão muitos anos desde o último título, que vi na bancada do Pavilhão número 2 da Luz. Gostávamos de estar numa posição melhor na classificação mas apesar de tudo continuamos a depender só de nós. Custa muito pensar que deixámos que passassem tantos anos sem sermos campeões mas temos de mudar a história, e vamos lutar por isso com todas as armas. Se no início da época nós dizíamos que tínhamos de pensar jogo a jogo, agora ainda mais”, destacara esta semana na BTV Paulo Moreno, capitão dos encarnados que enalteceu a conquista da Taça EHF na última temporada mas dizendo que “já fazer parte do passado”.

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“Temos trabalhado bem e sabemos da importância deste jogo, pois pode ser decisivo na nossa luta pelo principal objetivo, que é o título de campeão nacional. Como o Magnus Andersson disse, e bem, temo-nos preparado bem e sentimo-nos cada vez melhor. Principalmente, temos de defender bem. É a chave do jogo. Depois, no ataque, devemos ter paciência e controlar o jogo. O Benfica por vezes defende de forma mais agressiva e isso cria-nos dificuldades mas temos trabalhado para que isso não aconteça. Sabemos que, se estivermos bem, focados e com uma boa percentagem na finalização, isso pode facilitar a nossa tarefa. Apesar de virem de dois resultados menos conseguidos, é um clássico e a ambição deles está lá mas preocupamo-nos essencialmente connosco e com aquilo que temos de fazer para ganhar este jogo”, comentara na antecâmara Rui Silva ao Porto Canal, recordando a vitória na primeira volta em casa com o Benfica por 33-29.

Num clássico que começou por ser marcado por uma greve de árbitros que chegou a colocar toda a jornada em risco, que marcava também o regresso do técnico encarnado Chema Rodríguez ao banco após cumprir um jogo de castigo na Maia com o Águas Santas ainda na sequência do dérbi com o Sporting para a Taça de Portugal e que na véspera tivera mais um triunfo largo dos leões na Póvoa (43-32) que permitiu reforçar a liderança com 61 pontos, os encarnados tentavam confirmar o triunfo do último ano na Luz que quebrou uma série dos dragões de 71 jogos do Campeonato e 84 em provas nacionais sem derrotas. Não foi isso que aconteceu, pelo contrário. E foi essa experiência acumulada de quem está habituado a dominar todas as provas a nível nacional que fez a diferença a dez segundos do final, com o golo que fez o 29-28 e deixou a decisão do título para o clássico que se irá realizar no Dragão Arena frente ao Sporting.

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O Benfica entrou a todo o gás na partida, com grande mobilidade e agressividade na defesa que permitiu de forma rápida uma vantagem de três (4-1) e quatro golos (6-2) apenas com sete minutos jogados. Magnus Andersson foi tentando procurar outras soluções ofensivas na equipa, conseguiu chegar mesmo ao empate a meio do primeiro tempo (9-9) mas foi a equipa encarnada que continuou melhor na partida, chegando com uma vantagem mínima ao intervalo de 15-14 por culpa própria perante alguns ataques falhados nos últimos minutos que foi diluindo um avanço que voltou a ser de três golos diante dos campeões nacionais.

Estava tudo em aberto para aqueles que se previam os 30 minutos mais relevantes da temporada tendo em conta a importância que o resultado final iria acarretar e esse peso da decisão marcou os instantes iniciais com mais ataques não concretizados do que aqueles que resultaram em golo e Sergey Hernández a mostrar-se ao mais alto nível, ajudando a uma nova vantagem do Benfica antes de outro desconto de tempo portista de 19-17 aos 42′. Essa paragem fez bem ao FC Porto, que voltou a melhorar no plano defensivo e passou mesmo para a frente pela primeira vez no jogo a 12 minutos do final, quando Fábio Magalhães marcou o 22-21. O clássico seria mesmo disputado até aos derradeiros instantes, de novo com a experiência dos azuis e brancos a fazer a diferença com um último ataque com menos um a fazer o 29-28 da vitória final.

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