A Islândia emite nova licença para a caça à baleia e é alvo de críticas

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A Islândia emitiu uma nova licença para a sua única empresa baleeira, permitindo-lhe continuar a caçar nesta época, informou o governo esta terça-feira, provocando uma reacção dura dos activistas que procuram proteger os animais. A Hvalur hf será autorizada a caçar 99 baleias-comuns na região da Gronelândia e da Islândia Ocidental e outras 29 na região da Islândia Oriental e das Ilhas Faroé este ano, informou o Ministério das Pescas num comunicado.

Há vários anos que a caça à baleia na Islândia suscita protestos de activistas do bem-estar animal e de celebridades de Hollywood, incluindo Leonardo DiCaprio.

“A decisão baseia-se numa abordagem de precaução e reflecte a importância crescente que o Governo atribui à utilização sustentável dos recursos”, afirmou o ministério em comunicado. A época de caça à baleia na Islândia decorre de meados de Junho a finais de Setembro, sendo a maior parte da carne de baleia vendida ao Japão.

A Reuters não conseguiu contactar imediatamente a Hvalur hf para comentar o assunto.

“É ridículo que em 2024 estejamos a falar de listas de alvos para o segundo maior animal da Terra, para produtos de que ninguém precisa”, disse à Reuters o director do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, Patrick Ramage.

No ano passado, o governo islandês suspendeu temporariamente a caça durante dois meses, depois de a Autoridade Alimentar e Veterinária do país ter comunicado que o tempo de abate das baleias excedia o limite estabelecido pela legislação local em matéria de bem-estar animal.

De acordo com a lista de capturas da Comissão Baleeira Internacional, apenas a Islândia, a Noruega e o Japão têm praticado a caça comercial à baleia nos últimos anos. Apesar de uma moratória internacional implementada em 1986 para proteger a espécie da extinção, a Noruega retomou a caça comercial à baleia em 1993 e a Islândia em 2006.

O Japão retirou-se do organismo internacional em 2019 e retomou a caça comercial à baleia nas suas águas territoriais e zona económica exclusiva.

A moratória permite que os povos indígenas em certas partes do mundo, como a Gronelândia e o Alasca, cacem baleias, uma vez que os produtos da baleia desempenham um papel vital na sua vida nutricional e cultural.

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