Amigos, amigos… Taça da Liga à parte

5 dias atrás 23

O segundo dia da final-four da Taça da Liga traz com ele a segunda meia-final, entre FC Porto e Académico de Viseu, mas também um reencontro entre os dragões e Jorge Costa, o eterno Bicho. As amizades, de resto, são reconhecidas por todos (apesar de uma ou outra polémica) - Jorge Costa e Sérgio Conceição, por exemplo, fizeram 85 jogos lado a lado -, mas dentro do campo não significam nada, ainda por cima quando está em cima da mesa o último bilhete para a grande final da Allianz Cup, para a qual o Sporting já está apurado.

De um lado, o campeão nacional. O FC Porto parte como claro favorito, ou não fossem os dragões os atuais campeões nacionais e uma das equipas mais qualidade individual e coletiva no país. Esse favoritismo pode ser abalado por resultados inesperados como o empate recente frente ao Casa Pia, mas a verdade é que os deslizes são raros. De resto, nos últimos oito jogos, o FC Porto venceu sete, sendo que já não perde há 15. Mesmo a nível histórico, a vantagem azul e branca é clara – 11 triunfos e dois empates frente ao Académico em 13 jogos.

Do outro, a grande sensação da II Liga. Antes da época começar, ninguém dava o Académico de Viseu como um candidato à subida ou até depois dos primeiros jogos. No entanto, desde a entrada de Jorge Costa, os viriatos são a grande sensação da II Liga. Ao fim de 21 jogos (em todas as competições), o Bicho conduziu o Académico a 14 vitórias, seis empates e apenas uma derrota, sendo que são já 20 jogos consecutivos sem perder. Apesar de não o admitirem, está cada vez mais difícil não considerar o Académico como candidato à subida.

Quanto às escolhas, essas, não devem apresentar muitas surpresas de parte a parte, a não ser que Conceição opte por poupar jogadores a pensar na final, o que não é expectável. O FC Porto ficou sem Grujic e não tem Evanilson, pelo que deve apostar num onze próximo ou até idêntico ao que defrontou o Vitória SC. O próprio Académico não deve fugir muito ao último jogo, sendo de esperar a entrada do regressado Soufiane Messeguem, após cumprir castigo.

Uma espinha encravada no Dragão

O jogo é especial para o Académico de Viseu por razões óbvias, uma vez que não é habitual uma equipa da Segunda Liga atingir esta fase da prova. É, de resto, histórico para os viriatos, que nunca tinham ultrapassado a fase de grupos. Porém, o jogo também é especial para o FC Porto, uma vez que os dragões continuam à procura de conquistar a primeira Taça da Liga da sua história. Nas 15 participações anteriores, os azuis e brancos atingiram por quatro vezes a final, mas nunca a conseguiram vencer. 

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