Até dez anos de prisão. Putin agrava penas por rendição ou recusa em combater

2 meses atrás 21

As emendas vêm estabelecer penas de até dez anos de prisão para soldados que desertem ou que se rendam "sem autorização". Arrisca pena semelhante quem se recusar a combater ou desobedecer a ordens em fase de mobilização.Estas alterações, sufragadas nos últimos dias pela Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, foram já publicadas no portal do Governo.

As alterações têm por base o anúncio, na semana passada, de uma mobilização parcial de reservistas para o reforço das forças russas envolvidas na invasão da Ucrânia.

A ordem de Vladimir Putin para tal mobilização, que abrange, num primeiro momento, 300 mil pessoas, levou um elevado número de russos a tentar abandonar o país. Motivou também vagas de protestos que têm resultado em detenções em massa.Forças Armadas abertas a estrangeiros
O presidente russo assinou ainda uma lei destinada a agilizar a obtenção da nacionalidade russa para estrangeiros que se alistem por pelo menos um ano no exército - os estrangeiros deixam de ter de apresentar a justificação de cinco anos de residência em território russo.

A lei visará sobretudo imigrantes das antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central que ocupam os postos de trabalho mais duros em grandes centros urbanos, desde logo na capital Moscovo.

Recorde-se que o Quirguistão e o Uzbequistão apelaram na últimas semana aos respetivos cidadãos para que não participassem em qualquer conflito.

c/ agências

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