Bolieiro garante que não vacila na liderança da coligação com o CDS-PP e o PPM nos Açores

11 meses atrás 129

O presidente do Governo dos Açores, o social-democrata José Manuel Bolieiro, garantiu esta terça-feira que não vacila na "liderança da coligação" que compõe o executivo, com o CDS-PP e o PPM. .

"Não vacilo na minha liderança da coligação. Eu assumo a liderança que, aliás, se fortalece com a coligação", afirmou José Manuel Bolieiro, chefe do executivo PSD/CDS-PP/PPM, em entrevista à RTP/Açores.

Bolieiro respondia, assim, a perguntas sobre as "razões exclusivamente políticas" e "divergências insanáveis" invocadas por Clélio Meneses para a demissão do cargo de secretário regional da Saúde, sobre eventuais cedências ao CDS-PP e ao PPM, e sobre a nomeação da anterior presidente do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), Cristina Fraga, para a Estrutura de Missão para o Acompanhamento do Financiamento da Saúde (EMAFIS).

Questionado diretamente sobre se a nomeação de Cristina Fraga para a EMAFIS, no Conselho do Governo de sexta-feira, esteve na origem da demissão de Clélio Meneses, no sábado, Bolieiro disse que "não".

A 2 de dezembro, Cristina Fraga demitiu-se da presidência do HDES, na sequência da demissão de 21 dos 25 diretores de serviços.

Cristina Fraga começou a liderar o hospital de Ponta Delgada no início de 2021, depois de o executivo liderado por Bolieiro ter exonerado o anterior conselho.

A sua gestão foi criticada publicamente meses depois, quando o Sindicato Independente dos Médicos se manifestou preocupado com o clima de "mal-estar" na unidade hospitalar, devido à "falta de diálogo institucional do conselho de administração" com os clínicos.

Nas declarações à RTP, Bolieiro sublinhou focar-se "nas soluções".

Clélio Meneses, que integrou as listas do PSD nas legislativas de 2020, justificou a demissão com "razões exclusivamente políticas, assentes em divergências insanáveis e inultrapassáveis, evidenciadas em sucessivas ingerências no exercício do cargo, dificultando, quando não impedindo, o cumprimento da complexa missão de gerir o setor".

Mónica Seidi, que foi deputada na Assembleia Regional, vai substituir Clélio Meneses e dar "continuidade" ao trabalho desenvolvido, afirmou Bolieiro.

A nova secretária regional da Saúde toma posse na quarta-feira, no plenário da Assembleia Regional, que decorre esta semana na cidade da Horta, ilha do Faial.

Nas eleições legislativas regionais de 2020, o PS foi o partido mais votado, elegendo 25 parlamentares, após governar a região durante 24 anos, 20 dos quais com maioria absoluta.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) e o PSD um acordo com a IL.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega). .

Ler artigo completo