China mantém pena de morte suspensa de escritor australiano Yang Hengjun

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A China confirmou a pena de morte suspensa do escritor e ativista pró-democracia australiano Yang Hengjun, disseram hoje os familiares, numa altura em que o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, visita o país oceânico.

"As autoridades reviram e confirmaram a suspensão da pena de morte", afirmaram os familiares e amigos numa declaração citada pela emissora pública australiana SBS.

"Yang está agora a ser transferido para uma prisão permanente, após mais de cinco anos num centro de detenção de segurança do Estado", lê-se ainda no comunicado.

Yang, antigo funcionário público chinês a quem foi concedida a cidadania australiana em 2002, foi acusado de espionagem e condenado à morte com pena suspensa em fevereiro, o que impede a execução nos próximos dois anos se não cometer crimes graves.

A sentença foi conhecida após três anos de um "julgamento opaco", de acordo com a agência de notícias EFE.

Os defensores de Yang, que mantém a inocência e sofre de graves problemas de saúde, pediram ao primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que solicite a Li Qiang que o académico, de 58 anos, seja "colocado em liberdade condicional médica ou transferido para um local seguro na Austrália, de acordo com os princípios humanitários básicos".

"Nem sempre estaremos de acordo, e os pontos sobre os quais discordamos não desaparecerão simplesmente se os deixarmos em silêncio", diz um excerto do discurso de Albanese, preparado para o encontro com Li Qiang e divulgado pelo jornal The Sydney Morning Herald.

As relações sino-australianas estão "no bom caminho", afirmou, esta manhã (hora local), em Camberra, o primeiro-ministro chinês, durante a visita centrada na redução das divergências económicas entre os dois países.

A China e a Austrália têm estado em desacordo nos últimos anos, particularmente depois de um pedido australiano, em 2020, para a realização de um inquérito sobre a origem da pandemia da covid-19, que Pequim considerou ser político, e da decisão de Camberra de excluir o fabricante de equipamentos Huawei da rede 5G.

Yang, um antigo funcionário do Ministério da Segurança chinês que escreveu sobre questões políticas da China e dos EUA num blogue, residia com a família em Nova Iorque. Foi detido no aeroporto de Cantão no início de 2019, numa escala a caminho da Austrália.

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