Cientistas identificam substância que pode retardar Parkinson

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O  trabalho da equipa liderada pela bioquímica Cláudia Nunes foi distinguido com uma bolsa do Conselho Europeu de Investigação. Identificou  uma substância que pode retardar o anti-inflamatório e retardar a doença de Parkinson.

O composto, que circula no organismo humano, atua nas células imunes do cérebro, reduzindo "de forma muito significativa a inflamação cerebral, um processo que agrava a doença acelerando a sua progressão", disse à Lusa Cláudia Nunes dos Santos, investigadora principal no laboratório de Nutrição Molecular e Saúde da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (UNL).

Segundo Cláudia Nunes dos Santos, testes feitos em ratinhos com inflamação cerebral demonstraram que a molécula em causa é cerca de 10 vezes mais eficaz do que um vulgar anti-inflamatório.

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Depois de ter identificado o efeito e o mecanismo de ação da molécula nas células imunes do cérebro e validado a sua eficácia em modelos animais, a equipa de Cláudia Nunes dos Santos avançou para a síntese do composto e começou a "testar o seu efeito em vários modelos celulares relacionados com processos que ocorrem nas doenças neurodegenerativas", como a de Parkinson.

"O seu efeito proeminente na redução da inflamação cerebral nas células imunes do cérebro levou a que nos focássemos neste processo e avançássemos com os estudos e validássemos o efeito num modelo animal de inflamação cerebral", justificou a investigadora.

O próximo passo do trabalho, que envolve a colaboração do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da UNL, é testar a toxicidade do composto obtido em laboratório em ratinhos que reproduzem os sintomas da doença de Parkinson, que afeta os movimentos.

Atualmente, não existe no mercado nenhum medicamento capaz de combater a inflamação cerebral em doentes de Parkinson.

O trabalho da equipa de Cláudia Nunes dos Santos valeu uma bolsa de cerca de 150 mil euros do Conselho Europeu de Investigação, organismo da União Europeia que financia a ciência considerada de excelência.

A bolsa "permitirá atualizar ferramentas, expandir a equipa, avançar a investigação, com foco em aplicações terapêuticas para a doença de Parkinson, e fomentar o potencial comercial dos resultados" obtidos.

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