Comandos acabam com prova de choque que em 2016 causou a morte de dois recrutas: “A sede não se treina”

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Prova de choque que em 2016 causou a morte de dois recrutas dos Comandos deixou de existir. "De cada vez que treinamos a sede, estamos a criar lesões irreversíveis" assumiu responsável ao Expresso.

Desde 2002, foram formados 1.304 comandos, em 39 cursos. Mais de metade dos aspirantes, 3.028, não conseguiu chegar ao fimi

Desde 2002, foram formados 1.304 comandos, em 39 cursos. Mais de metade dos aspirantes, 3.028, não conseguiu chegar ao fim

MARIO CRUZ/LUSA

Desde 2002, foram formados 1.304 comandos, em 39 cursos. Mais de metade dos aspirantes, 3.028, não conseguiu chegar ao fim

MARIO CRUZ/LUSA

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Prestes a comemorar 60 anos de existência, na próxima quarta-feira, 29 de junho, os Comandos revelam que a prova de choque que em 2016 esteve na origem da morte dos recrutas Hugo Abreu e Dylan Silva já não existe.

“A sede não se treina”, disse ao Expresso o tenente-coronel Ricardo Camilo, comandante do Batalhão de Formação do Regimento de Comandos, explicando que para a prova inicial da instrução, que incluía o chamado “treino de desidratação”, os recrutas levam agora 4 litros de água na mochila de hidratação e mais outro litro no cantil. E isto se as temperaturas estiverem “amenas”, acrescentou. Se estiver mais calor, os instruendos podem ainda pedir para serem reabastecidos.

“Dados estatísticos da NATO dizem que, de cada vez que treinamos a sede, estamos a criar lesões irreversíveis. Hoje sabemos isso”, justificou o militar, frisando que o treino da sede e o treino para saber lidar com a falta de hidratação e de água são coisas diferentes.

Comandos. As 20 horas que mataram os dois recrutas

Apesar da mudança, garantiu ainda o tenente-coronel, a exigência do curso mantém-se — o que está expresso nas estatísticas da instrução, que raramente veem chegar ao fim mais do que 20 ou 30 recrutas de entre os 60 a 80 que são, a cada seis meses, selecionados para esta tropa de elite do Exército português.

Pensados para terem 400 militares, os Comandos, que foram reativados em 2002, têm neste momento 253 efetivos.

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