Confrontos com forças de segurança causam morte de 18 rebeldes na Índia

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"Dezoito naxalitas foram mortos no distrito de Kanker", no estado de Chhattisgarh, disse o chefe da polícia local, Sundarraj Pattilingam, citado pela agência de notícias francesa AFP, acrescentando que também "três membros da polícia ficaram feridos".

Dezenas de rebeldes maoistas foram mortos na Índia desde o início do ano, nomeadamente no estado de Chhattisgarh, um reduto deste grupo de rebeldes, e no estado de Maharashtra, segundo dados da polícia.

Os naxalitas têm origem numa revolta camponesa na localidade indiana de Naxalbari começada em 1967, mas vivem atualmente numa grande área da região central e leste do país conhecida como "Corredor Vermelho".

O conflito evoluiu em 2004, quando foi formado o Partido Comunista da Índia (maoísta) que, no ano seguinte, acusou as autoridades de não quererem a paz, mantendo os prisioneiros do grupo e recusando uma redistribuição de terras.

Os naxalitas dizem que lutam pela população rural e pelos pobres, mantendo os seus redutos em regiões onde uma grande parte das pessoas vive em grande pobreza e sem acesso a serviços essenciais.

Os naxalitas-maoístas têm um braço armado, o Exército de Guerrilha da Libertação do Povo, que conta com entre 6.500 e 9.500 elementos, a maioria armados com armas de pequeno porte.

Em 2006, o então primeiro-ministro Manmohan Singh classificou os naxalitas como "o maior desafio de segurança interna" do país e, em 2009, considerou que a Índia estava a "perder a batalha contra os rebeldes maoistas".

O Governo tem destacado milhares de homens para combater estes rebeldes e injetou milhões de euros para desenvolver infraestruturas nestas regiões tribais, garantindo que conseguiu infligir reveses aos insurgentes, confinando-os a 45 distritos em 2023.

Em 2013, o grupo controlava 96 distritos.

Quase mil milhões de indianos serão chamados às urnas a partir de 19 de abril e durante seis semanas para eleger seu novo parlamento.

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