Costa duvida do BCE. Costa não acredita no aperto monetário do BCE (as explicações do próprio)

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António Costa voltou a criticar o aperto da política monetária do Banco Central Europeu (BCE), dizendo que a subida dos juros não tem contribuído para a redução da inflação. O primeiro-ministro considera que têm sido as medidas dos governos que têm ajudado a travar a escalada dos preços.

“Se a inflação tem estado a ser controlada deve-se, em primeiro lugar, às medidas que os governos tem adotado para controlar a evolução do preço da energia e, em segundo lugar, as medidas que tem sido adotadas para apoiar o aumento dos custos de produção, designadamente no setor agrícola”, afirmou Costa no final da reunião do Conselho Europeu que teve a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde.


“Até agora, as contribuições da subida significativa das taxas de juro para controlar a inflação não se verificaram”, prosseguiu o primeiro-ministro português, em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP3. “E é improvável que se verifiquem devido às causas específicas que esta inflação tem”, explicou.

António Costa, que falava em Bruxelas ao mesmo tempo que três ministros apresentavam em Lisboa o novo pacote de apoio às famílias, apontou que as causas da inflação são “muito distintas das causas habituais”, razão pela qual não acredita que o aperto monetário do BCE vá funcionar.

Nesse sentido, o primeiro-ministro considerou que o BCE deve ser “muito prudente” na sua atuação, pois se a economia se tem mantido firme e robusta, apesar do agravamento das condições financeiras, tem o receio de que isso “decorra do facto de ter havido uma acumulação muito significativa de poupança e de liquidez, fruto da pandemia e conforme essas poupanças forem diminuindo as medidas de aumento das taxas de juro possam ter efeito” negativo.

Finalmente, António Costa sublinhou que os países onde há maior acesso ao crédito para aquisição de habitação própria “têm de adotar medidas para proteger as famílias dos efeitos destas politicas do BCE”.

2023-03-24 14:06 ECO - Parceiro CNN Portugal / Alberto Teixeira

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