Crescimento da procura de petróleo continua a desacelerar no segundo trimestre

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Oferta continua a aumentar a um ritmo mais rápido do que a procura, com uma subida de 910 mil barris por dia no segundo trimestre, principalmente devido a um aumento da extração nos EUA.

O crescimento da procura de petróleo manteve a tendência de desaceleração no segundo trimestre, com um aumento de 710 mil barris por dia, o menor desde o segundo trimestre de 2022, informou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).

No relatório mensal sobre o mercado mundial de petróleo, a AIE atribui o menor aumento à contração do consumo em abril e maio na China – onde a recuperação da pandemia parece ter perdido vigor -, bem como ao crescimento económico mundial moderado, ao processo de eletrificação e às medidas de eficiência energética.

A AIE mantém a sua previsão de crescimento da procura mundial em 970 mil barris por dia este ano (para 103 milhões de barris por dia), com um novo aumento de 980 mil barris por dia em 2025 (105 milhões de barris por dia).

Em contrapartida, a oferta continua a aumentar a um ritmo mais rápido do que a procura, com uma subida de 910 mil barris por dia no segundo trimestre, principalmente devido a um aumento da extração nos EUA.

A AIE prevê um novo aumento da oferta de 770 mil barris por dia no terceiro trimestre, sendo o maior aumento (600 mil barris por dia) proveniente de países fora da OPEP e dos seus aliados (OPEP+).

Os inventários de petróleo bruto e derivados aumentaram 23,9 milhões de barris em maio, o quarto mês consecutivo de aumentos, para o nível mais elevado desde agosto de 2021.

Quanto aos preços, estes registaram “uma recuperação sólida” em junho, com o petróleo Brent a subir sete dólares por barril, para 87 dólares, depois de ter começado o mês no nível mais baixo em meio ano (75,61 dólares por barril).

A subida deve-se principalmente ao aumento dos riscos geopolíticos, ao aumento das hostilidades entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah, bem como aos contínuos ataques dos Houthi a navios mercantes no Mar Vermelho, obrigando muitos petroleiros a contornar o continente africano.

O anúncio da OPEP+ de que a retirada gradual dos seus cortes voluntários de produção “dependeria das condições do mercado” também desempenhou um papel importante, segundo o relatório.

A chegada do verão no hemisfério norte, com um maior consumo devido às viagens de férias de avião e de carro, acrescenta alguma tensão ao mercado, embora o relatório da AIE preveja que após este período cheguem ao mercado petrolífero “tendências mais frias”, principalmente devido à debilidade da economia mundial.

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