Criança aponta arma falsa a 'cabeçudo' da Guardia Civil em manifestação

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Uma criança apontou uma espingarda de brincar a uma figura de cabeça grande que representava um agente da Guardia Civil durante uma manifestação contra o quartel da Guardia Civil em Oñati, uma cidade de apenas 11.000 habitantes em Guipúscoa, Espanha.

A situação aconteceu na manifestação do Fan Hemendik, um dia em que a esquerda nacionalista do município exigia o encerramento do quartel da Guardia Civil na cidade, que não se realizava há cinco anos, noticia o La Voz de Galicia.

Este fim de semana, segundo os meios de comunicação social locais, cerca de uma centena de pessoas, incluindo jovens e crianças, voltaram a reunir-se.

Um deles trazia uma arma de brincar e apontou-a diretamente a um homem de cabeça grande vestido de Guarda Civil que protestava à frente da manifestação. No vídeo, os manifestantes podem ser ouvidos a gritar "Alde hemendik utzi bakean!", que significa "deixem-nos ir, deixem-nos em paz", em referência aos agentes da Guardia Civil.

Na faixa que encabeça a manifestação, pode ler-se uma proclamação que diz "estamos aqui", recordando o dia de perseguição às Forças Armadas que estão a comemorar: "Fan Hemendik".

Os protestos passaram em frente ao quartel da Guardia Civil de Oñati, altura em que os manifestantes lançaram assobios e insultos contra a Benemérita. Em frente ao edifício da Guardia Civil havia elementos da polícia regional a vigiar a zona.

A praça em frente à Câmara Municipal de Oñate foi o local onde terminou o protesto e aí foi lido o manifesto em que se pedia à Guardia Civil que "abandonasse" o País Basco. Os manifestantes queixaram-se da "opressão de que é vítima" a região autónoma. "A sua saída é um grande passo para uma possível solução do conflito", afirmaram os porta-vozes do protesto.

AUGC denuncia o ato contra o instituto armado

Após o vídeo da criança a apontar uma espingarda de brincar à figura de cabeça grande que representava um agente da Guardia Civil se ter tornado viral nas redes sociais, a Associação Unificada de Guardas Civis (AUGC) de Espanha denunciou a situação, esta segunda-feira, considerando-o um ato contra o instituto armado.

A AUGC reproduziu o vídeo, numa partilha na rede social X, no qual pede explicações ao Ministério do Interior sobre o motivo pelo qual não deu "ordem ao Ministério Público para proibir este ato".

Interroga-se igualmente sobre o facto de não terem sido tomadas medidas "devido à participação de menores" no evento. "É intolerável que não se proíba este tipo de reivindicações motivadas por ressentimento, rejeição e ódio contra os profissionais, as suas famílias e a instituição. O objetivo é criar um clima ameaçador e desagradável em relação aos agentes que estão ali para garantir a segurança dos cidadãos e o cumprimento da lei", declarou a associação.

La normalización de la sociedad vasca. pic.twitter.com/lla59CS8EC

— Pastrana (@JosPastr) June 24, 2024

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