Dezenas de pessoas manifestam-se em Lisboa contra o custo de vida

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24 set, 2022 - 15:57 • Redação com Lusa

Manifestantes também se concentraram em várias cidades do país, como Porto, Leiria, Braga, Santarém, Évora, Coimbra, Aveiro, Beja, Portalegre e Setúbal.

Este sábado foi marcado por manifestações contra o aumento do custo de vida em várias cidades do país. Em Lisboa, Porto, Coimbra, Torres Novas e Braga, dezenas de pessoas quiseram de forma simbólica mostrar a indignação perante a passividade do Governo, pedindo ao Governo que tome medidas que permitam “baixar o preço de bens essenciais”.

Os manifestantes concentraram-se no largo de São Domingos, na zona do Rossio, em Lisboa, munidos de cartazes e tarjas para ecoar em uníssono palavras de ordem contra a inflação e a “especulação de preços”, dizendo que “não podem ser sempre os mesmos a pagar”.

“Primeiro foi a crise, depois a covid e agora é a guerra. Vamos ao supermercado e está tudo mais caro. Não queremos, mais uma vez, pagar uma crise da qual não temos culpa. Não podem ser sempre os mesmos”, disse à agência Lusa Pedro Lago, um dos responsáveis movimento "Os mesmos de sempre a pagar".

Segundo Pedro Lago, os salários e as reformas “precárias” tornam “insuportável” estes aumentos e, nesse sentido, defende uma intervenção “mais efetiva” do Governo.

“De pouco vão servir os poucos apoios do Governo se os preços não forem fixados. É urgente fixar os preços dos alimentos, dos combustíveis e das rendas. É necessário aumentar os salários e as reformas e as pensões”, defendeu.

Um dos participantes nesta manifestação foi o jovem Rodrigo Figueiredo, de 19 anos, que mostrou a sua preocupação à Lusa pelo aumento do custo de vida.

“É preciso urgentemente baixar o IVA, aumentar os salários e dar mais dignidade às pessoas. Eu como jovem sinto que o meu futuro, assim, não pode ser risonho”, apontou.

No mesmo sentido, Sertório Tecurto, de 70 anos, alertou para as dificuldades sentidas pelos jovens e pelos reformados, manifestando-se “bastante apreensivo”.

“Eu olho para as dificuldades que sinto, cada vez que vou ao supermercado, porque a minha reforma é baixa, mas também para as dificuldades que as minhas netas sentem. Uma delas já assinou 14 contratos de trabalho precários. Existe também o problema com o preço das rendas. Acabamos também por ter de as ajudar”, contou.

Durante este sábado estão também agendadas ações de protesto do mesmo movimento nos distritos do Porto, Leiria, Braga, Santarém, Évora, Coimbra, Aveiro, Beja, Portalegre e Setúbal.

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