Dinamarca 'abre' caminho para Costa no Conselho Europeu: "Bom colega"

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederikse, rejeitou, esta segunda-feira, que fosse assumir o cargo de presidente do Conselho Europeu.

A informação é avançada pelo Politico, horas antes de um jantar informar convocado pelo atual líder, Charles Michel.

Segundo a publicação norte-americana, na mesma altura em que deu como certo que não iria assumir o cargo, a chefe de governo dinamarquesa falou de António Costa, que também é um dos potenciais sucessores. O Politico refere que Frederikse disse que "António" era "um bom colega".

O nome de Costa para a presidência do Conselho Europeu conta com o apoio do atual Governo Português, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a esperar um acordo de princípio ainda esta segunda-feira. 

"A minha perspetiva é que será possível hoje darmos o primeiro passo e que será possível no Conselho formal - porque este é informal - de 27 e 28 [de junho] chegarmos a um entendimento final para tomarmos as decisões que temos de tomar no Conselho Europeu e, depois, apresentar as propostas que também têm de ser votadas no Parlamento Europeu", explicou Montenegro, em Bruxelas, na Bélgica.

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O primeiro-ministro disse esperar hoje um acordo de princípio sobre as nomeações para cargos de topo da União Europeia no próximo mandato, quando se fala de António Costa para o Conselho Europeu, pedindo que se evite "um impasse".

Lusa | 17:31 - 17/06/2024

Depois de muitos meses a falar a ouvir-se o nome de Costa como possível sucessor de Charles Michel, Montenegro quebrou o 'tabu' sobre um eventual apoio, no dia em que foram conhecidos os resultados das eleições Europeias - declarando o apoio do Executivo. Na mesma noite, Costa revelou também que já tinha falado sobre o assunto com Montenegro, e que este já lhe tinha transmitido um eventual apoio.

Mas se Costa é "um bom colega" para a Dinamarca, o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália não partilha da mesma opinião. Segundo Antonio Tajani, o Partido Popular Europeu (PPE), tem dúvidas em relação à escolha do português, dado que alguns "receiam que ele não seja suficientemente firme em relação à Ucrânia". As declarações foram feitas após uma reunião do PPE, citada pela imprensa, na qual o 'vice' italiano não descartou, de todo, Costa. "O debate está em aberto, vamos ver", afirmou.

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