Governo dos Açores rejeita “atentado ambiental” na praia do Porto Pim

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Alonso Miguel rejeita que a praia do Porto Pim esteja a ser alvo de um "atentado ambiental". O secretário Regional considerou ainda que se está perante um “aproveitamento político” por parte do BE.

A praia do Porto Pim faz parte da Rede Natura 2000, destinada a proteger habitats na União Europeiai

A praia do Porto Pim faz parte da Rede Natura 2000, destinada a proteger habitats na União Europeia

MIGUEL A.LOPES/LUSA

A praia do Porto Pim faz parte da Rede Natura 2000, destinada a proteger habitats na União Europeia

MIGUEL A.LOPES/LUSA

O secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas dos Açores, Alonso Miguel, rejeitou esta quarta-feira que esteja em curso um “atentado ambiental” na praia do Porto Pim, assegurando que a zona intervencionada não integra ao projeto LIFE Vidalia.

Em declarações à Lusa, Alonso Miguel, que visitou o local, na ilha do Faial, disse que o acesso à praia do Porto Pim pela Travessa da Areínha Velha “está condicionado”.

A praia foi afetada por “um arrojamento massivo de algumas invasoras que têm potencial para criar impactos significativos em termos ambientais, de saúde pública, de bem estar e de fruição, como de ponto de vista económico ao nível do turismo”, explicou.

De acordo com o secretário Regional do Ambiente, esta “nova realidade obriga a uma limpeza regular e frequente dos areais e, para isso, é preciso garantir o acesso adequado de maquinaria à praia”.

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“Aliás, a praia só apresenta neste momento este estado de limpeza e só tem esta quantidade de banhistas exatamente por se ter criado um novo acesso do lado oposto à zona da Travessa da Areínha Velha”, salientou.

Alonso Miguel considerou ainda que “não se compreende que haja quem considere esta intervenção como um atentado ambiental, como aconteceu com o Observatório do Mar dos Açores e, mais recentemente, com partidos políticos como o PS e o BE”.

Segundo o secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas, “trata-se de uma rampa construída apenas com materiais não consolidados, sem qualquer tipo de impermeabilização, que podem ser removidos a qualquer altura, e construída na zona marginal da duna”.

A duna “apresentava elevado estado de degradação” e agora pode ser “melhorada do ponto de vista ecológico, quer com a plantação de espécies endémicas, quer com a colocação de paliçadas para sustentação das suas margens”, acrescentou.

Alonso Miguel disse, por outro lado, que a “zona não está inserida na área de intervenção do projeto LIFE Vidalia”, tendo “todos os departamentos e entidades com competência nesta matéria sido consultados e emitido um parecer positivo à realização da intervenção”.

O secretário Regional considerou ainda que se está perante um “aproveitamento político” e a “banalização de atentado ambiental”.

O PS na ilha do Faial condenou o “atentado ambiental” nas dunas da Praia de Porto Pim, na Horta, que, segundo o partido, levou à “destruição parcial” da zona.

O secretário coordenador dos socialistas no Faial, João Bettencourt, citado em nota de imprensa, referiu que “estas formações são de frágil equilíbrio e para as quais a atividade humana é uma constante ameaça, sendo de extrema importância na proteção das costas”, razão pela qual os socialistas condenam a “destruição parcial de que estão a ser alvo”.

O dirigente salvaguardou que a duna tem sido, também, alvo de intervenções desde 2018 no âmbito do projeto LIFE Vidalia, o programa de valorização e inovação cujas ações decorrem até junho de 2023.

Na terça-feira, o BE pediu ao Governo dos Açores explicações sobre a destruição de uma zona “ambientalmente sensível” na praia do Porto Pim, no Faial, que faz parte da Rede Natura 2000, destinada a proteger habitats na União Europeia (UE).

BE/Açores quer explicações sobre destruição de zona ambiental “sensível” no Faial

“O BE pediu hoje explicações ao Governo Regional pelo facto de ter sido destruída uma parte da duna da Praia de Porto Pim, uma zona ambientalmente sensível e protegida por diversos mecanismos legais”, revelou o partido em comunicado.

Segundo o BE, aquela duna foi destruída para “criar uma rampa de bagacina para o acesso de máquinas e veículos pesados ao areal”.

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