"Há alguma razão para deixar de estar preocupado" com o Governo?", questiona Cavaco Silva

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20 abr, 2023 - 20:26 • Lusa

níbal Cavaco Silva recusou falar sobre outros temas, indicando que marcou presença nesta "conferência académica" para "ouvir dois professores norte-americanos sobre ciência política".

O antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva considerou esta quinta-feira não existirem razões "para deixar de estar preocupado" com a atuação do Governo.

À saída da conferência "Cinco década de democracia: o que mudou?", que decorreu no Quartel do Carmo, em Lisboa, o ex-chefe de Estado e antigo primeiro-ministro foi questionado se mantém a preocupação manifestada nas últimas semanas sobre o atual Governo socialista.

"Há alguma razão para deixar de estar preocupado?", respondeu apenas.

Em declarações à agência Lusa e à CNN Portugal, Aníbal Cavaco Silva recusou falar sobre outros temas, indicando que marcou presença nesta "conferência académica" para "ouvir dois professores norte-americanos sobre ciência política".

"Por uma razão muito especial, é que eu conheço parte da obra de Sheri Berman sobre social-democracia. Ela é a investigadora no âmbito da ciência política nos Estados Unidos que mais tem escrito sobre a social-democracia na Europa", disse.

E disse que foi essa a razão que o levou a esta iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

"Não farei qualquer comentário. O que merece aqui ser sublinhado é aquilo que a Fundação Francisco Manuel dos Santos decidiu fazer, organizar esta iniciativa e publicar aquele livro com um volume bem espesso sobre o que é essencial na política portuguesa", afirmou Cavaco Silva.

Nesta conferência, que contou com um debate entre os investigadores Daniel Ziblatt e Sheri Berman sobre as ameaças à democracia, foi apresentado o livro "O Essencial da Política Portuguesa".

Na semana passada, à margem da apresentação de um livro da autoria do líder parlamentar do PSD e professor universitário Joaquim Miranda Sarmento, Cavaco Silva considerou que a situação política, que classificou há dois meses como "muito perigosa", se deteriorou desde então "muito mais do que antecipava" sem, no entanto, querer detalhar a que se referia.

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