Ida de Costa à Hungria? "O abuso da maioria absoluta é notório"

8 meses atrás 250

O vice-presidente do PSD, Paulo Rangel, considerou, na segunda-feira, em relação à visita do primeiro-ministro, António Costa, à Hungria para assistir à final da Liga Europa, que "o abuso da maioria absoluta é notório".

"No Governo continua a saga das meias verdades. Agora é o uso de meios públicos numa viagem assumidamente privada, a ponto de não constar da agenda oficial", começou por escrever, numa publicação na rede social Twitter.

Na ótica de Paulo Rangel, António Costa "não pode ficar em silêncio mais uma vez, tem de se explicar". "O abuso da maioria absoluta é notório", rematou.

Em declarações na CNN Portugal, e partilhadas pelo próprio na rede social, o vice-presidente do PSD frisou ainda que "em matérias de Estado sérias e graves, o que temos é um padrão de comportamento do Governo de António Costa, do próprio primeiro-ministro e das pessoas que lhe são mais próximas".

"O primeiro-ministro vai ver um jogo que não tem nenhuma relevância para Portugal, portanto é com certeza uma visita privada", sublinhou ainda.

Segundo Paulo Rangel, "este é um ponto que António Costa tem de esclarecer, não pode mais esconder-se, é sistemática a ocultação e as meias de verdade por parte deste Governo".

De recordar que António Costa fez escala em Budapeste, em 31 de maio, quando seguia a caminho da Moldova para a cimeira da Comunidade Política Europeia, sem que o evento tivesse sido colocado em agenda.

De acordo com o jornal Observador, o chefe do governo português viajou num Falcon 50 da Força Aérea Portuguesa e assistiu ao jogo na Puskás Arena, ao lado do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Em resposta, o gabinete do primeiro-ministro sublinhou, em comunicado, que o governante não alterou a rota, tendo correspondido "ao convite que lhe tinha sido endereçado pelo presidente da UEFA para assistir ao jogo da Final da Liga Europa".

Como tal, "o primeiro-ministro mereceu o tratamento protocolar adequado" e, por isso, ter-se-á "sentado ao lado do seu homólogo húngaro [Viktor Orbán], com quem  mantém naturalmente relações de trabalho", conclui.

Anteriormente, já o Presidente da República havia reagido ao caso, declarando que foi informado da escala em Budapeste.

"O primeiro-ministro ia para uma reunião internacional e entendeu que devia dar um abraço a José Mourinho. Ele disse-me 'é um português que está envolvido, vou-lhe dar um abraço, pode ser que dê sorte' e quase ia dando", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

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