Líbano. 28 profissionais de saúde foram mortos nas últimas 24 horas

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Médio Oriente

03 out, 2024 - 19:20 • Lusa

Organização Mundial de Saúde apela a todas as partes para facilitarem os voos que permitam entregar material necessário nos hospitais libaneses.

Um total de 28 profissionais de saúde morreram nas últimas 24 horas no Líbano e 37 instalações de saúde tiveram de ser encerradas no sul do país, anunciou esta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Apenas no Líbano, 28 profissionais de saúde foram mortos nas últimas 24 horas. Muitos trabalhadores da saúde não se apresentam ao serviço, porque deixam os locais de trabalho devido aos bombardeamentos", lamentou o diretor-geral da OMS, em conferência de imprensa.

Israel intensificou nas últimas duas semanas a campanha contra o grupo xiita libanês Hezbollah, que já fez quase dois mil mortos no Líbano, entre os quais vários membros destacados do movimento, incluindo o líder Hassan Nasrallah.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, adiantou ainda que, em Beirute, três hospitais foram forçados a retirar todo o seu pessoal e os doentes, enquanto outros dois tiveram de ser parcialmente evacuados.

"Os trabalhadores humanitários e da saúde, incluindo pessoal da OMS, têm feito um trabalho incrível sob condições muito difíceis e perigosas e com meios limitados. E, mesmo assim, os cuidados de saúde continuam sob ataque", salientou o responsável da organização que integra o sistema da ONU.

Tedros Adhanom Ghebreyesus adiantou ainda que a OMS, que está a trabalhar com o Ministério da Saúde Pública do Líbano para apoiar os hospitais do país, pretende enviar um grande carregamento de material médico na sexta-feira para o Líbano, mas o "quase completo encerramento do aeroporto de Beirute" pode inviabilizar essa pretensão.

"A OMS apela a todas as partes para facilitarem os voos que permitam entregar o material muito necessário nos hospitais libaneses", referiu também o diretor-geral da organização.

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