Lisboa. Plano de reorganização da PSP não sai do papel há oito anos

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O Ministério da Administração Interna (MAI), a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a Direção Nacional da PSP acordaram, em maio de 2014, um plano para reorganizar a PSP na capital, escreve o Diário de Notícias esta quarta-feira. No entanto, o acordo nunca foi revelado nem saiu do papel nestes oito anos.

De acordo com o jornal, o plano prevê colocar mais cerca de 300 polícias a patrulhar as ruas e a ativação de esquadras móveis, com o objetivo de reforçar a “presença e visibilidade de polícias nas ruas”, obter um “acréscimo da componente preventiva e reativa”, bem como “melhorar as condições de atendimento ao público” e as “condições de trabalho dos polícias”. Contudo, a maioria do plano continua por realizar, designadamente o encerramento e abertura de esquadras, a nomeação de equipas de patrulhamento intensivo e a reformulação do planeamento operacional do Corpo de Intervenção.

O Diário de Notícias refere ter contactado os atuais três líderes das instituições que negociaram o acordo. No entanto, o ministro José Luís Carneiro, o autarca Carlos Moedas e o diretor da PSP Magina da Silva não responderam ao contacto do jornal, não se sabendo qual os objetivos atuais em relação ao plano.

Ao jornal, o ex-vereador para a Segurança da câmara lisboeta, Carlos Castro, lamenta que o plano não tenha sido concretizado. “Câmara e governo estiveram alinhados numa estratégia, em 2014, para libertar mais agentes para a via pública. Houve reuniões com os presidentes das juntas de freguesia, com o COMETLIS e chegou-se a um acordo que, apesar de nem todos concordarem com tudo, foi conseguido. Ainda foram fechadas algumas esquadras, melhoradas as condições noutras, mas não avançou mais", afirma, apontando as legislativas entretanto realizadas, a pandemia e as mudanças na direção da PSP e COMETLIS como causas para o impasse.

2022-08-10 08:18 CNN Portugal

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