Luta pela escola pública "é uma exigência de todos", diz PCP

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14 jan, 2023 - 21:45 • Lusa

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, entende tratar-se de uma luta "pelos direitos" e pela escola pública a que todos têm direito e que "serve os alunos, os pais, os auxiliares, os professores, serve o país".

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, considerou hoje que a luta pela escola pública "é uma exigência de todos" e do próprio país. .

Ao discursar durante um comício em Tondela, no distrito de Viseu, Paulo Raimundo aludiu à "luta dos estudantes por uma educação pública gratuita e de qualidade" e à "luta dos professores, com a sua justa indignação".

No seu entender, trata-se de uma luta "pelos seus direitos" e pela escola pública a que todos têm direito e que "serve os alunos, os pais, os auxiliares, os professores, serve o país". .

No final do comício, Paulo Raimundo optou por não prestar declarações aos jornalistas sobre a manifestação dos professores hoje realizada em Lisboa.

Os professores consideraram a manifestação "histórica", ao reunir "mais de 100 mil pessoas", segundo o sindicato que a convocou, e prometeram continuar a lutar pelas reivindicações.

Numa manifestação promovida pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), milhares de professores e outros profissionais do setor começaram a concentrar-se cerca das 14:00 na Praça do Marquês de Pombal, desfilando depois até à Praça do Comércio, numa ação que durou quase cinco horas.

De acordo com a PSP, participaram mais de 20 mil pessoas.

Durante o seu discurso em Tondela, Paulo Raimundo falou das várias frentes em que se desenvolve a luta dos trabalhadores, "que pretendem, e justamente, melhores condições laborais, horários regulados, o fim da precariedade e contratos efetivos".

"E pretendem uma questão essencial nos tempos que correm, que é o aumento geral dos salários, porque esta é uma emergência nacional que se coloca e é um direito pelo qual não vamos abdicar de lutar", frisou.

Segundo o secretário-geral do PCP, também os reformados "sentem a perda do poder de compra, o aumento do custo de vida e sentem um aspeto muito particular, que é um assalto às suas reformas e às suas pensões".

"Com confiança, com determinação, com paciência e com persistência, não viramos a cara à luta, não tememos qualquer confrontação, qualquer comentário, qualquer preconceito que nos dirijam", garantiu.

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