Madeira. CDS-PP diz que PSD "deixou cair a bandeira da autonomia"

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necessário voltar a erguer a bandeira da autonomia. Este PSD deixou cair a bandeira da autonomia. Está na altura de alguém erguer a bandeira da autonomia", disse José Manuel Rodrigues no concelho da Calheta, na zona oeste da ilha da Madeira, onde, salientou, o partido tem tido "uma grande preponderância eleitoral" ao longo dos anos.

Segundo o também líder do CDS-PP/Madeira, a força política que esteve coligada com o PSD desde 2019 e viu o presidente dos sociais-democratas madeirense romper o acordo, apontou que "se a esquerda vier a ganhar as próximas eleições a culpa é do doutor Miguel Albuquerque".

"Espero que isso não aconteça, porque acho que a esquerda governou mal o país, a esquerda tem más experiências e, portanto, a esquerda governar a região seria muito mau para a Madeira e para o Porto Santo", sublinhou.

O candidato, que é desde 2019 presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, considerou que a região "não precisa de alternância" democrática, acrescentando que o arquipélago tem necessidade é de "um novo Governo Regional mais responsável" e com políticas visando um crescimento económico que se transforme em melhoria do nível de vida dos cidadãos.

O candidato também assegurou que o CDS-PP "não fará coligações de governo, seja com o PSD, seja com um outro partido", estando apenas disponível para "entendimentos parlamentares para viabilizar um governo, um orçamento e medidas concretas que melhorem a vida da Madeira e dos madeirenses".

José Manuel Rodrigues realçou que, a meio deste ano, a Madeira ainda não tem um orçamento, o que está previsto acontecer em finais de julho, e a "administração pública está paralisada, há estagnação económica e há retração no investimento privado".

"Isso deve-se às condições de ingovernabilidade e de instabilidade política na Madeira", declarou, apelando ao "bom senso" e "sentido de responsabilidade" para que a região tenha estabilidade política a partir do próximo domingo.

O candidato ainda enfatizou que o CDS-PP "é o único [partido] a falar de autonomia nestas eleições", apontando que ninguém está abordar problemas como a revisão constitucional e da Lei das Finanças Regionais para "reforçar a solidariedade do Estado" e o aprofundamento dos poderes da Assembleia Regional.

Hoje, o cabeça de lista centrista insular reforçou igualmente a proposta de reduzir em dois anos a idade da reforma para os residentes na Madeira e nos Açores, argumentando que estes vivem menos que os continentais.

No seu entender, sendo a idade da reforma indexada à esperança de vida, vivendo os madeirenses e açorianos menos dois anos, deveria ser feita "uma alteração à Lei de Bases da Segurança Social no sentido de antecipar" a reforma nesse mesmo tempo.

"Porque os madeirenses descontam igual aos continentais, contribuem da mesma forma, vivem menos tempo, e, portanto, devem ter o direito de se reformar mais cedo", vincou.

As legislativas de domingo na Madeira decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único: ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, CDU (PCP/PEV), Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11, o JPP cinco o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

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