Marcelo rejeita “alarmismos generalizados” e sai em defesa de Ferro: quem tem certificado pode ir a Sevilha

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As novas medidas restritivas em Lisboa representam “um compasso de espera”, reconheceu esta quinta-feira Marcelo Rebelo de Sousa. No entanto, o Presidente da República sublinhou que “em termos globais, não há razões para alarmismos generalizados”. Falando em Guimarães, à margem das comemorações da Batalha de São Mamede, o chefe de Estado salientou que o Governo deu um passo importante ao permitir a mobilidade em caso de vacinação e testagem.

Minutos antes, a ministra Mariana Vieira da Silva anunciara não estarem reunidas “condições” para o país avançar no desconfinamento. Aliás, os concelhos de Lisboa, Sesimbra e Albufeira recuam no processo, tendo os restaurantes de encerrar às 15h30 e os supermercados às 19h aos fins de semana. Além disso, mantém-se a proibição de entrar e sair da Área Metropolitana de Lisboa também ao fim de semana.

Trata-se de “um caminho cheio de bom senso e de precaução”, avaliou o Presidente da República. “Uma procura de equilíbrio” que visa “fazer um alerta, mas não alarmar”. Antes do anúncio do Governo, Marcelo Rebelo de Sousa tinha apontado como principal “desafio” para Portugal “começar a vitória definitiva” sobre a pandemia. Este é um desígnio que “pode ser vivido de modo diferente” pelas várias partes do país.

Após o anúncio do travão no desconfinamento (e até do recuo nalgumas zonas), Marcelo lembrou que “o país não é só Lisboa”, “é mais amplo” e que o caminho que tem sido trilhado tem “altos e baixos pontuais”. Foi igualmente na existência de “situações diferentes em todo o país” que o Presidente tentou justificar as declarações de Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, que apelou aos portugueses para se deslocarem em massa a Sevilha, onde a seleção portuguesa defronta no domingo a Bélgica em jogo a contar para o Euro 2020.

“Eu próprio esperei para ver quais as medidas adotadas para poder ir a Sevilha. Não ia invocar o estatuto de Presidente da República”, disse Marcelo. A circunstância de ter certificado torna “mais fácil ponderar essa hipótese”, acrescentou. No seu entendimento, o que Ferro Rodrigues quis foi apelar aos que podem ir para que vão apoiar a seleção nacional de futebol. “Foi como eu li. Só vou se o morador comum em Lisboa puder ir” disse ainda. Caso contrário, assegurou que não irá.

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