Montenegro promete plano global para portagens. Ventura quer deixar PSD no "banco de trás"

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Ao minutoAtualizado há 1 min15h13

Os partidos têm cinco dias de campanha eleitoral pela frente. Siga aqui ao minuto as iniciativas desta segunda-feira.

há 1 min.15h12

Ventura quer conduzir o país e deixar PSD no "banco de trás"

Uma carrinha estacionada junto ao local do comício do Chega foi o mote para André Ventura dar uma "volta de aquecimento" para o cenário pós-eleitoral, na esperança de deixar o PSD no banco de trás e liderar o próximo governo.

Quando chegou ao Centro Nacional de Exposições de Santarém (CNEMA), o líder do Chega tinha à sua espera, estacionada, uma carrinha Bedford vermelha, um clássico com "uns 60 e tal anos", segundo a estimativa de quem a trouxe.

Na parte de trás um cartaz com a cara de Ventura e os símbolos do Chega, apelando ao voto, e as propostas do partido a serem anunciadas a partir de um altifalante.

O presidente do Chega foi direto ao lugar do condutor e tentou pôr o veículo a trabalhar, o que se revelou uma tarefa um pouco difícil. Depois de uma ajuda, André Ventura pôs o carro a andar e deu uma pequena volta em frente ao CNEMA, em círculo, regressando ao lugar de onde arrancou.

"Nas eleições tenho que ir mais longe", afirmou.

Já depois, em declarações aos jornalistas, o cabeça de lista por Lisboa considerou que "hoje o país também está perro, não é fácil conduzi-lo", mas garantiu que o Cega tem "força para isso".

"Este também foi difícil, o governo provavelmente será um bocadinho mais difícil", afirmou, deixando um desejo: "Espero no dia 10 conseguir ligar o novo governo".

Quanto à volta em Santarém, "no fundo foi a prova de arranque só", disse, ou a "volta de aquecimento", como comentou o deputado e cabeça de lista por Santarém, Pedro Frazão.

"No dia 10 vamos conduzir pelo país inteiro e atropelar o sistema todo", considerou.

Questionado se daria boleia ao PSD, afirmou que "se for no banco de trás é uma possibilidade, só no banco de trás".

"No banco da frente vai o Chega", acrescentou.

há 52 min.14h21

Montenegro promete maior representação política para interior e plano global para portagens

O líder da AD comprometeu-se hoje a aumentar a representação política do interior, também em função do território e não só da população, e com um plano global para as portagens, que discrimine positivamente zonas de baixa densidade.

Perto do final de uma arruada em Chaves (distrito de Vila Real), Luís Montenegro prestou declarações aos jornalistas durante cerca de 15 minutos, onde falou sobre a importância de fixar população nos territórios mais despovoados, como os distritos de Vila Real e Bragança, por onde passa hoje a campanha da AD.

"Há um sentimento de grande frustração por, geração após geração, cada vez serem menos as pessoas que aqui conseguem ter um projeto de vida viável. O nosso plano é um plano de tentar reanimar economicamente estas zonas com aquilo que são atividades que podem aqui ser mais competitivas", disse.

Quando questionado se pretende uma reforma do sistema eleitoral, Montenegro teve de pedir aos elementos das juventudes partidárias que cantassem mais baixo para ser ouvido pela comunicação social.

"Nós apresentámos na última legislatura, no nosso projeto de revisão constitucional, a inclusão na Constituição de uma norma que permita abrir a representação não apenas em função da população, mas também em função do território. Ou seja, que o sistema eleitoral possa admitir uma lei onde a representação de distritos que têm menos pessoas possa ser compensada com a dimensão territorial dos próprios círculos", disse, manifestando a intenção de retomar a proposta "mal o processo de revisão constitucional se abra".

Caso contrário, alertou, "qualquer dia há distritos que pura e simplesmente não têm representação", o que seria um "um falhanço grande".

Questionado sobre a sua posição quanto às portagens do interior, que o PS promete eliminar, Montenegro voltou a recordar que o PSD apresentou uma proposta no parlamento para as reduzir em 50% e tal não foi executado pelo Governo.

"O que eu acho é que estando as concessões a chegar ao fim do seu tempo, vai haver uma decisão que se vai abrir nos próximos tempos que é a de prolongar ou lançar novos concursos de concessão, que é o que eu quero: lançar novos concursos em que as condições de financiamento podem ser revistas", disse.

O líder do PSD considerou que "há condições para ter um plano geral relativamente às portagens".

"Eu compreendo aquilo que se diz nas zonas menos densas do ponto de vista populacional, mas também penso muito nas pessoas dos Olivais, de Loures, de Sintra, da Maia, de Vila do Conde, de Matosinhos, que também estão circundadas de portagens às portas da Grande Lisboa e do Grande Porto e que também merecem, do ponto de vista do poder público, um olhar diferente", defendeu.

No início da arruada em Chaves, onde distribuiu beijinhos, tirou fotografias e até foi levantado em ombros, Montenegro foi desafiado por um ex-combatente a dar uma redução no IRS a quem lutou na guerra, mas o líder do PSD não se comprometeu com essa medida, quando questionado mais tarde pelos jornalistas.

"Não, como se aperceberam, não dei uma resposta concreta a isso. Agora, tudo aquilo que forem ajudas que nós possamos dar para que as pessoas possam enfrentar os traumas que vêm dessa vida nós, naturalmente, temos a obrigação de o fazer, no sistema de saúde, eventualmente com alguma compensação para aquilo que é o sofrimento que as pessoas tiveram", assegurou.

Já à pergunta se se comprometia com a eletrificação da linha do Douro, se for eleito primeiro-ministro nas legislativas antecipadas de 10 de março, Montenegro respondeu afirmativamente.

"Sem dúvida, a eletrificação da linha do Douro já devia ter sido concluída, foi sucessivamente adiada por quem hoje decidiu andar nesse comboio", afirmou, numa alusão crítica ao seu adversário político, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos.

A este respeito, o líder do PSD partilhou que, na sua juventude, viajou muitas vezes nessa linha: "De Espinho a Bragança demorava dez horas, veja bem, conheço como ninguém a linha do Douro", afirmou.

Em Chaves, Montenegro manifestou ainda a convicção de que a AD vai recuperar terceiro deputado em Vila Real e o segundo Bragança, perdidos em 2022.

13h54

PAN acusa Chega de irresponsabilidade por suspeitas sobre possível anulação de votos

A porta-voz do PAN acusou hoje o Chega de irresponsabilidade e de adotar estratégias eleitorais idênticas às de Donald Trump, nos Estados Unidos, após André Ventura ter alegado a possibilidade da anulação de votos no seu partido.

"Nós achamos que é uma irresponsabilidade por parte do Chega estar aqui a trazer mecanismos eleitorais ou estratégias eleitorais como as que vimos nos Estados Unidos para pôr em causa o ato eleitoral", afirmou aos jornalistas Inês Sousa Real.

Falando à margem de uma visita à associação Onde Há Gato Não Há Rato, em Almada, a cabeça de lista do PAN por Lisboa lembrou o "afastamento das urnas" na repetição das eleições legislativas no círculo eleitoral da Europa em 2022.

Nesse ano, os eleitores participaram de novo no ato eleitoral para eleger dois deputados, na sequência da anulação de 80% de votos em assembleias do círculo da Europa, na sequência da mistura de votos válidos com votos inválidos, não acompanhados de cópia do documento de identificação.

"Quando se teve de repetir o ato eleitoral (...) houve mais abstenção do que a que tínhamos tido. Temos de ter aqui a responsabilidade de permitir que o ato [eleitoral] decorra tranquilamente. (...) E confiar naquilo que tem sido o papel dos escrutinadores -- das pessoas -- que voluntariamente vão para as mesas de voto e que têm feito o seu trabalho em prol da democracia, ao invés de estarmos a lançar suspeições", salientou Inês Sousa Real.

"Estar a criar ruído durante a campanha não passa mais do que uma estratégia eleitoral como já vimos pela mão de [Donald] Trump nos Estados Unidos e que claramente não corresponde àquilo que tem sido o sentido de responsabilidade dos portugueses que fazem parte das mesas de voto e à qual só podemos agradecer pelo serviço que à democracia", acrescentou.

13h16

Montenegro diz que "está em marcha vitória inequívoca" da AD mas não vai pedir "nenhuma maioria"

O presidente do PSD afirmou hoje que "está em marcha uma vitória inequívoca da AD", mas, questionado se vai pedir maioria absoluta, respondeu que "não vai pedir maioria nenhuma" e lutará pelo maior número de votos possível.

No final de uma arruada em Chaves (distrito de Vila Real), Luís Montenegro subiu a um banco, tal como tem feito noutros locais, e agradeceu "o empenho, motivação e energia" dos apoiantes que se juntaram à iniciativa.

"Está de facto em marcha uma mudança política em Portugal, está de facto em marcha uma vitória inequívoca da AD no próximo domingo", disse, avisando, contudo, que "é preciso que o entusiasmo da rua seja transportado para as secções de voto".

Questionado se vai pedir, nesta última semana de campanha, a maioria absoluta, respondeu: "Eu não vou pedir nenhuma maioria, vou pedir votos, lutarei voto a voto para ter o maior número de votos".

Nas declarações aos jornalistas, Montenegro não respondeu diretamente a perguntas sobre posições de outros candidatos, mas reiterou acreditar numa maioria de direita no próximo domingo.

"Não acredito em nenhum tipo de chantagem sobre as pessoas, confio muito na lucidez das pessoas", disse, quando instado a comentar uma posição do líder da IL, Rui Rocha.

O presidente do PSD e líder da AD repetiu não estar, nesta campanha, interessado "em grandes considerações sobre o jogo político partidário, que se fará em função os resultados".

"Quem manda é o povo, temos um programa político de mudança e sentimos que as pessoas querem aderir a ele", declarou, em declarações prestadas a meio da arruada, com um dos filhos ao seu lado.

13h06

BE acusa "aprendiz de Bolsonaro" Ventura de falar de condicionamentos inexistentes

A coordenadora bloquista criticou hoje as declarações de "aprendiz de Bolsonaro" de André Ventura sobre "ilusões de condicionamentos" das eleições, assegurando que o BE já tinha resolvido a "piada de mau gosto" nas redes sociais antes de o Chega a denunciar.

Mariana Mortágua esteve esta manhã em Setúbal para denunciar o "mar de cimento" em que se transformou Troia, tendo sido questionada, a bordo do barco em que fez a viagem, sobre a polémica da noite anterior que envolveu um militante do BE ao dizer nas redes sociais que se preparava para anular os votos no Chega.

"Parecem-me declarações de aprendiz de Bolsonaro sobre supostas ilusões de condicionamentos que não existem", começou por responder.

De acordo com a líder bloquista, "houve um militante do Bloco de Esquerda que fez uma piada de mau gosto e, por isso, foi contactado imediatamente para apagar essa piada de mau gosto das redes sociais".

"Foi contactado e solicitado para que pudesse pedir dispensa da sua participação nas mesas de votos, coisa que acedeu. Esse pedido já foi feito, já foi respondido e o assunto está encerrado", enfatizou.

Mortágua rejeitou ainda que a ação do BE tenha decorrido da denúncia do presidente do Chega porque, segundo a líder bloquista, quando André Ventura prestou as suas declarações na véspera, "já o pedido de dispensa tinha sido feito".

O pedido já foi respondido e, portanto, esse elemento já não estará nas mesas eleitorais, assegurou ainda.

No domingo à noite, fonte oficial do BE já tinha, em declarações à Lusa, condenado a "piada de mau gosto" deste elemento que iria estar nas mesas de voto em Aveiro.

Esta resposta surgiu depois da denúncia feita na noite de domingo pelo presidente do Chega, André Ventura, que mostrou a publicação de uma pessoa que identificou como membro do BE, afirmando que se preparava para considerar nulos os votos no Chega e na AD.

12h41

CDU dramatiza voto entre quem quer desmantelar e quem quer salvar o SNS

O secretário-geral do PCP dramatizou hoje o voto nas eleições legislativas entre aqueles que querem desmantelar e os que querem salvar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), assegurando que apenas a CDU garante os cuidados públicos de saúde.

Numa iniciativa de campanha junto ao hospital de Santo Tirso, com cerca de meia centena de apoiantes, Paulo Raimundo defendeu a construção de um novo hospital para responder à população local, identificando esta situação como um exemplo da necessidade de aumentar o investimento na saúde.

"O que vai estar em decisão no próximo dia 10 de março não é a bipolarização entre PS e PSD. A verdadeira bipolarização é entre aqueles que acham que, de forma mais rápida ou menos rápida, o caminho é o desmantelamento do SNS ou aqueles que acham que a solução para utentes e profissionais passa por um SNS mais robusto e com mais meios para dar a resposta necessária", afirmou.

Sem poupar nas críticas ao "negócio da doença" que atribui ao setor privado, o líder comunista apontou um "paradoxo" no aparecimento de mais unidades hospitalares privadas nos últimos anos.

"Os hospitais privados nascem como cogumelos por todo o lado, um crescimento exponencial nos últimos anos. E qual é o paradoxo? Quanto mais hospitais privados abrem, mais difícil é o acesso da população à saúde. Quando estiver a votar, vai ter de decidir qual é a opção: é pelo desmantelamento ou é para salvar o SNS, dando-lhe os instrumentos necessários?", reforçou.

12h29

Tavares pede "sangue frio" na campanha e avisa para consequências do discurso de ódio

O porta-voz do Livre Rui Tavares pediu hoje "sangue frio" na reta final da campanha para as legislativas e avisou que o discurso de ódio feito por alguns "aprendizes de feiticeiro" da extrema-direita tem consequências reais.

"Há momentos de tensão, houve ontem um momento de tensão em Guimarães que poderia ter tido aqueles efeitos que não desejamos, consequências de acidentes físicas, de lesões. É uma eleição decisiva mas toda a gente tem que manter desde logo o sangue frio", apelou Rui Tavares, numa referência ao incidente na campanha do PS, no domingo, no qual um homem atirou um vaso de uma varanda contra o desfile socialista em Guimarães.

O dirigente falava aos jornalistas à margem de uma visita à cooperativa Artesanal Pesca, em Sesimbra, distrito de Setúbal, acompanhado pelo cabeça-de-lista, Paulo Muacho, círculo pelo qual o Livre almeja eleger e onde passará o nono dia de campanha. 

Rui Tavares foi também questionado sobre um elemento do BE que disse nas redes sociais que se preparava para anular votos do Chega e da Aliança Democrática, uma "piada de mau gosto" já condenada pelo partido.

O cabeça-de-lista por Lisboa do Livre defendeu que se aproveite "o sentido de humor para coisas que não gerem mal entendidos e que não possam dar a entender que de alguma forma aquilo que é sacrossanto nas eleições, a fidedignidade dos votos, esteja em causa".

Tavares pediu "uma grande dose de sentido cívico e de responsabilidade" na utilização das redes sociais, nomeadamente por parte de políticos, realçando que, em época de campanha eleitoral, "em que tudo é facilmente polarizado, todos somos de uma maneira ou de outra políticos".

Interrogado sobre se teme uma radicalização da campanha, o deputado único do Livre alertou para o crescimento do discurso de ódio e as "consequências práticas" que este tem.

"O discurso de ódio, normalmente dos políticos que fazem o papel de aprendizes de feiticeiro, que querem ser como os Trumps, Bolsonaros e Órbans deste mundo, às vezes fazem-no com uma certa dose de irresponsabilidade alguns, outros às vezes sabem perfeitamente que com isso estão a legitimar ações que outras pessoas estão a tomar por eles", afirmou, numa referência ao Chega.

"Devemos fazer tudo por retirar potência ao discurso de ódio", apelou.

O partido visitou as instalações da Artesanal Pesca para defender uma das propostas do programa eleitoral que passa pelo apoio à criação e desenvolvimento de cooperativas e de empresas autogeridas pelos trabalhadores, "que garantam o desenvolvimento ecológico e sustentável, legislando o direito à autogestão previsto constitucionalmente".

12h02

Rui Rocha diz aos portugueses que "este é o momento" de escolherem entre passado ou futuro

O presidente da IL afirmou hoje, no arranque para a última semana de campanha eleitoral, que é o momento de os portugueses escolherem entre passado e futuro, reforçando que a IL "está cá para mudar a sério" Portugal.

"É o momento de fazer escolhas. Queremos uma escolha de futuro ou queremos um país virado para o passado e preso àquilo que foi o bloco central, a ocupação do Estado por clientelas e a ineficiência", atirou Rui Rocha no final de uma visita à empresa Cartonagem Trindade, em São João da Madeira, no distrito de Aveiro.

No distrito do secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, onde a IL nunca elegeu nenhum deputado, o dirigente liberal lançou a pergunta: "Vale mais eleger os cabeças de lista da Iniciativa Liberal nos diferentes círculos onde nós podemos eleger ou eleger o sétimo ou oitavo das listas do PS ou do PSD?".

E questionou ainda: "Vale mais uma aposta no futuro ou vale mais uma aposta presa ao passado e que é mais do mesmo?".

Apelando ao voto dos portugueses no dia 10 de março, Rui Rocha insistiu na mensagem de que a "opção de mudança a sério, de mudança nas políticas e de mudança nas práticas" está na IL.

As outras escolhas que estão em cima da mesa são escolhas que não garantem a mudança efetiva, mas sim práticas do passado, reforçou.

A um mês dos 50 anos do 25 de Abril, o dirigente liberal frisou que os portugueses têm de se sentir livres, sem chantagens e sem pressões para fazerem uma opção de futuro porque Portugal não tem tempo para "mais do mesmo".

Por isso, na reta final da campanha eleitoral, Rui Rocha lembrou os eleitores de que este é "mesmo o momento de decidirem que mudanças e que futuro querem para o país".

"A mudança está em curso, a mudança está para acontecer a partir de dia 10 de março, agora é mesmo o momento de decidirmos que tipo de mudança queremos", persistiu.

O presidente da IL, que se fez acompanhar na visita pelo cabeça de lista por Aveiro, Mário Amorim Lopes, afirmou "estar cá" pelos portugueses, nomeadamente pelos jovens que querem uma solução para ficar no país, pelas famílias que querem um desagravamento fiscal, pelas empresas que querem crescer e por aqueles que querem um Estado eficiente e que não esteja preso a clientelas políticas.

11h28

Pedro Nuno dramatiza e pede concentração de votos no PS para travar "regresso da direita"

O secretário-geral do PS dramatizou hoje o que está em jogo nas eleições de domingo, considerando que a única forma de travar "o regresso da direita ao poder" passa pela concentração de votos nos socialistas.

Pedro Nuno Santos assumiu esta posição de bipolarização política em declarações aos jornalistas, a meio de uma viagem de comboio entre Marco de Canaveses e Porto, linha que foi por si modernizada quando desempenhou as funções de ministro das Infraestruturas.

Tendo o cabeça de lista socialista pelo Porto, Francisco Assis, sentado ao pé de si, Pedro Nuno Santos começou por dizer que, em relação às eleições legislativas de domingo, as suas contas "são só PS".

"Só vamos conseguir continuar a avançar se o PS derrotar a AD (Aliança Democrática). Por isso, não podemos desperdiçar votos", sustentou - uma mensagem que acentuou logo a seguir.

"Aquilo que interessa é concentrarmos os votos no PS e garantirmos que o PS ganha. Quem quer travar o regresso da direita ao poder e o regresso ao passado deve concentrar o seu voto no PS. Peço a todos os indecisos que votem no PS", declarou.

Confrontado com o cenário de o PS vencer as eleições legislativas, mas os partidos à sua direita alcançarem uma maioria no parlamento, o líder socialista desvalorizou esse cenário.

"Sinceramente, não antevejo que haja maioria à direita nas próximas eleições, até porque não existe essa unidade a partir do momento em que o PSD exclui o Chega", justificou.

Mas, a seguir, fez uma ressalva em relação a esse entendimento PSD/Chega e à possibilidade de a promessa de Luís Montenegro não ser cumprida: "Digo eu, estou a partir desse pressuposto" apresentado pelo líder social-democrata em relação ao Chega.

Já sobre esta última semana de campanha eleitoral, o líder socialista considerou essencial que os indecisos "percebam o que está em causa, depois de o país ter conquistado uma estabilidade orçamental e financeira muito importante".

"Há problemas que persistem, mas temos agora condições para avançarmos mais e resolvermos muitos desses problemas. E há uma escolha para fazer no próximo dia 10: Nós temos a ambição de investir nos serviços públicos, no aumento dos salários e das pensões, mas o nosso principal adversário tem um projeto diferente", sustentou.

De acordo com o secretário-geral do PS, nas eleições legislativas, "há duas visões diferentes para a sociedade portuguesa".

"Nós não estamos a apresentar um programa de alívio fiscal só para alguns e que vai beneficiar quem não precisa. O nosso projeto, que também prevê alívio fiscal, vai beneficiar a esmagadora maioria da população", acrescentou.

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