Paquistão prolonga permanência de 1,45 milhões de refugiados afegãos

1 semana atrás 329

Segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, os refugiados afegãos com documentação apropriada podem continuar no país até 30 de junho de 2025.

Na terça-feira, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, instou as autoridades paquistanesas a prolongar a validade dos cartões de registo - documentos de identidade essenciais.

A anterior prorrogação emitida pelo Governo paquistanês terminou a 30 de junho, o que causou grande incerteza e receio de repatriamento entre os refugiados.

A decisão divulgada hoje ocorre após uma ação de repressão contra os imigrantes, muito criticada, que teve início no ano passado e que visava todas as pessoas sem documentos válidos, independentemente da sua nacionalidade, obrigando que cerca de 600.000 afegãos tivessem de regressar a casa.

Esta repressão terá sido suspensa, sem que tenha existido uma explicação oficial, mas no final da sua visita de três dias, em que se encontrou com refugiados afegãos e funcionários paquistaneses, Grandi manifestou o seu apreço pelo facto de o repatriamento de pessoas sem documentos ter sido suspenso.

As agências das Nações Unidas condenaram a expulsão forçada de afegãos do Paquistão, afirmando que poderia conduzir a graves violações dos direitos humanos como a separação de famílias e a deportação de menores.

Apesar de o Paquistão ter vindo a deportar sistematicamente os afegãos que chegaram ao país sem documentos válidos, a atual repressão não tem precedentes em termos de escala

Há muito que o Paquistão acolhe cerca de 1,7 milhões de afegãos, a maioria dos quais fugiu durante a ocupação soviética do seu país em 1979-1989. Mais de meio milhão de outros fugiram após a tomada do poder pelos Talibãs em 2021, com milhares à espera de reinstalação nos Estados Unidos e noutros países.

Os afegãos sem documentos estão separados dos refugiados que estão registados junto das autoridades e do ACNUR, embora a repressão tenha suscitado preocupações também entre as comunidades de refugiados.

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