Para os mais distraídos: Celtics são mesmo dominantes e vencem Jogo 1 das finais

1 mes atrás 12137

Talvez por terem tido uma Fase Regular tão tranquila e uns playoffs tão «simples», é possível que muitas pessoas se tenham esquecido da qualidade e do plantel dos Boston Celtics. Esqueceram-se de que, do ponto de vista estatístico, esta equipa foi uma das melhores da história, rivalizando com os Bulls de 1996, ou com os Warriors, nos anos de Kevin Durant.

Ora, na madruga de quinta para sexta-feira, fomos todos relembrados disso, fruto de uma vitória (107 -89) dominante perante os Dallas Mavericks, no jogo 1 das finais da NBA.

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Antes de começar o jogo haviam duas grandes questões. A primeira prendia-se com o estado físico de Kristaps Porziņģis (já lá vamos) e a segunda, sobre como é que a versátil defesa dos Celtics ia defender o génio Luka Doncic. Ora, nesta segunda, viram-se dois tipos de defesa (na maioria das vezes), consoante os jogadores que estavam em campo. Quando estava Al Horford em campo, o esquema passava por trocar em todos os pick and rolls e confiar na capacidade no um contra um. Quando estava Porziņģis em campo, a estratégia passava por ter o poste descido no pick and roll, pedindo ao marcador direto que lutasse para ultrapassar os bloqueios. Ora, Luka conseguiu desfazer todos os tipos de defesa, ainda que não tenha conseguido encontrar os colegas, como tanto gosta.

Agora vem a tal «primeira questão» e Kristaps Porziņģis estava bem. Mesmo começando o jogo no banco e mostrando alguns sinais de falta de ritmo (esteve lesionado quase um mês), o poste foi impressionante na primeira parte. Fosse no lançamento (muito) longo, aproveitando o espaço que conseguia nos pick and pops, ou no lançamento de média distância, aproveitando as vantagens de estatura, o poste letão fez 11 pontos no 1º período, acrescentando sete no 2º. Juntando a isso a presença defensiva e perceberam-se as razões pelas quais a sua saúde é tão importante para a série.

Juntando a eficácia de Kristaps Porziņģis, à intensidade defensiva e ofensiva de todos os Celtics, a equipa da casa chegou rapidamente a uma vantagem na casa dos 20 pontos, que atingiu mesmo os 29, ainda dentro da primeira parte. A pressão defensiva obrigava a erros não forçados de Dallas e, como não podia deixar de ser, o triplo (11 convertidos em 27 tentados na 1ª parte) era a arma ofensiva que abria os espaços na defesa dos Mavericks que, por vezes, parecia perdida perante a avalanche adversária. A vantagem ao intervalo era de 21 pontos, para os da casa.

Reação e nova explosão

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Costuma-se dizer que o arranque do terceiro período é o mais perigoso para a equipa da casa, especialmente quando está em vantagem. As bancadas ainda estão meias vazias, o ambiente é morno e há a tendência para adormecimentos. Se a isso for acrescentado Luka Doncic, está criada a receita para o perigo.

Dallas cresceu, os triplos de Boston deixaram de entrar e Luka carregou o jogo para uma diferença de apenas oito pontos. Um parcial de 9-29, fazia crer que o jogo poderia acabar por ser equilibrado. Porém, com a vantagem a reduzir, Jason Tatum e, especialmente, Jaylen Brown, mudaram a sua forma de jogar. Os isolamentos e lançamentos contestados deram lugar a constantes penetrações e, perante as dificuldades de Dallas em travar esses ataques, a equipa da casa voltou a conseguir atacar de dentro para fora e os triplos sem contestação voltaram a aparecer.

A vantagem voltou a subir para os 20 pontos, muito por culpa da capacidade defensiva de Jaylen Brown, que mostrou que não venceu o troféu de MVP da final de conferência Este por acaso. No último período, Boston geriu a vantagem e acabou por ainda conseguir fugir.

Do ponto de vista individual, Luka Doncic esteve a um grande nível na marcação de pontos, terminado com 30 pontos, mas apenas uma assistência...Do lado dos Celtics, seis jogadores terminaram com mais de dez pontos, liderados pelos 22 de Brown e pelos 20 de Porziņģis

O primeiro round sorriu para Boston e percebeu-se que a versatilidade defensiva foi tão importante como a eficácia ofensiva. Os Celtics tiveram a capacidade de defender o poderoso ataque dos Mavericks e as suas estrelas sem usar double teams e isso limitou os «outros» de Dallas, que, por exemplo, terminou o jogo com apenas nove assistências, contra as 23 do adversário.

O jogo 2 está marcado para a madrugada de domingo para segunda-feira, novamente em Boston.

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