Paulo Rangel chama embaixador do Irão para explicações

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O Governo entendeu dever reiterar “de forma veemente” a sua condenação ao ataque iraniano a Israel. E aproveitou para reclamar o regresso do navio MSC Aries à liberdade.

O Embaixador da República Islâmica do Irão foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros esta manhã, 16 de abril, refere nota oficial da tutela agora dirigido por Paulo Rangel.

A reunião, mantida com o diretor-geral de Política Externa, “permitiu reiterar de forma veemente e categórica a condenação do recente ataque realizado contra o Estado de Israel. O Governo português manifestou a sua profunda preocupação com a escalada do conflito na região, apelando à máxima contenção”.

O encontro permitiu ainda “renovar a exigência da libertação imediata do navio MSC Aries, apresado no estreito de Ormuz, à luz das obrigações de Portugal enquanto Estado bandeira”. Foi igualmente exigida, ainda segundo a mesma nota, a libertação da tripulação, onde não se encontra nenhum português, “que deve ser condignamente tratada enquanto o navio se mantiver apresado, dado não se considerarem consistentes as explicações até agora fornecidas”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros aguardará os resultados desta diligência formal e avaliará, em função disso, passos adicionais – não explicando que passos possam eles ser.

O Irão lançou na madrugada do passado sábado um ataque com drones e mísseis contra alvos em território israelita – tendo antecipadamente dado a conhecer que o faria. Vários países ocidentais (como os Estados Unidos e a França) e do Médio Oriente (como a Jordânia) participaram na defesa, depois de avisados por Teerão. Do ataque resultou um ferido que se mantém, segundo a imprensa israelita, em estado grave.

O ataque surge na sequência de um ataque anterior perpetrado por Israel contra o consulado do Irão em Damasco, capital da Síria – onde morreram pelo menos sete pessoas.

O mundo espera expectante qual será a resposta de Israel à invetiva de Teerão – e principalmente qual será a força utilizada para retaliar um ataque que não fez vítimas.

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