Polícia sul-africana descarta envolvimento de terceiros na morte de Rendeiro

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A polícia sul-africana descarta envolvimento de terceiros na morte de João Rendeiro, reforçando a tese de que o ex-banqueiro colocou um termo à própria vida.

As autoridades locais ouviram várias testemunhas e já atualizaram o processo de averiguação das circunstâncias da morte de Rendeiro, no qual defendem que há dois fatores que podem ter contribuído para a decisão do ex-banqueiro: a apreensão do telemóvel que tinha na cela e o facto de ter de mudar de advogada, alegadamente por falta de pagamentos a June Marks, que até então representava Rendeiro e que anunciou a morte do mesmo aos jornalistas. 

João Rendeiro tinha recentemente mudado dentro da cadeia para um local com condições piores após ter sido apanhado pelos guardas com um telemóvel, dispositivo que é proibido no estabelecimento prisional. Desde que foi detido na África do Sul, João Rendeiro tentou, por meio de advogados, pedir transferência para outra prisão que não a de Westville.

Esse mesmo telemóvel era usado por Rendeiro para trocar mensagens com pessoas em Portugal, inclusive amigos, tal como a CNN Portugal noticiou, e a mulher, que está em prisão domiciliária e com quem fazia videochamadas. Entretanto, o advogado de João Rendeiro em Portugal, Abel Marques, disse esta sexta-feira que pondera avançar com um pedido de libertação de Maria de Jesus Rendeiro.

O processo está nas mãos do Departamento de Serviços Penitenciários da África do Sul, que lançou uma investigação urgente sobre a morte do antigo presidente do BPP. Os resultados da autópsia poderão ser conhecidos em breve, mas as autoridades portuguesas estão impedidas de investigar o caso.

João Rendeiro foi encontrado morto dentro da cela na prisão onde se encontrava na África do Sul. A advogada June Marks disse à Agência Lusa que se tratou de suicídio. As circunstâncias da morte ainda estão sob investigação das autoridades locais, na cadeia de Westville, em Durban. O antigo banqueiro, que foi capturado em 11 de dezembro do ano passado naquele país, depois de ter fugido de Portugal para não cumprir pena no processo BPP, encontrava-se ali preso há seis meses enquanto se opunha ao pedido de extradição. Estava numa cela de 80 metros quadrados com cerca de 50 reclusos.

2022-05-14 09:03 Henrique Machado

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