Portuguesa Smartex levanta 24,7 milhões

1 mes atrás 48

A tecnológica portuguesa Smartex, que desenvolve hardware e software que utilizam machine learning para detetar defeitos têxteis em tempo real, anunciou esta semana que levantou uma ronda de investimento série A, no valor de 24,7 milhões de dólares, para expandir o negócio de para outros países, nomeadamente asiáticos, recrutar e desenvolver linhas de produtos.

O financiamento foi liderado pela sociedade de capital de risco Lightspeed Venture Partners e a Build Collective, de Tony Fadell. Nesta ronda participaram ainda: H&M Goup, DCVC, SOSV’s HAX, Spider Capital, Momenta Ventures, Bombyx Capital Partners, Faber e Fashion for Good.

A tecnologia da startup vencedora do pitch da Web Summit 2021 serve para reduzir o desperdício têxtil, emissões de dióxido de carbono, energia, água, tempo de produção e custo de capital, desligando automaticamente as máquinas de produção para evitar o desperdício de materiais. A Smartex já fez projetos com a Kering (dona da Gucci e Balenciaga), a PVH (proprietária da Tommy Hilfiger e Calvin Klein) ou Pangaia e

Na opinião de António Rocha, cofundador, diretor de Tecnologia da Smartex, para criar soluções para melhor responder aos clientes – sendo que os seus são Tintex Textiles, Familitex, Toraman Tekstil, Ekoten, entre outros – é preciso estar “sempre a ouvir e abertos ao seu feedback”, algo que garantem fazer. “Juntos, estamos a trabalhar numa nova era de produção de alta qualidade e sem desperdício, que levará a uma maior transparência e rastreabilidade em toda a cadeia de valor têxtil, do fio ao retalho”, frisou.

Gilberto Loureiro, cofundador e CEO da Smartex, completa: “Somos privilegiados por estar numa posição única para agregar valor intrínseco a uma indústria gigante que é fundamental e toca tantas vidas, alimentando a nossa missão de sustentabilidade e produtividade das fábricas têxteis em todo o mundo”. “Todos os esforços são necessários para gerar um impacto positivo”, realça.

Em 2019, a Smartex tinha encaixado 2,9 milhões de euros, no âmbito de uma ronda de investimento seed co-liderada pela DCVC e Spider Capital.

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