Pós-pandemia. Aumenta o fosso entre os países pobres e ricos em todo o mundo

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Nos anos de 2020 e 2021, pela primeira vez desde a sua criação há mais de 30 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que tem em conta a esperança de vida, a educação e o nível de vida, caiu e recuou cerca de cinco anos, devido às várias crises que o mundo enfrentava, incluindo a crise sanitária do covid-19. 

De acordo com o novo relatório, divulgado esta quarta-feira, desde então que  "temos assistido a uma recuperação", explicou à agência France Presse (AFP) Achim Steiner, diretor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

No entanto, a boa notícia diz respeito apenas aos países ricos e desenvolvidos que estão a conseguir regressarem "acima dos níveis anteriores a 2019" e esconde um aumento inesperado do fosso entre os países ricos e pobres.

"Vemos que os segmentos mais pobres e mais vulneráveis da nossa sociedade estão a ser deixados para trás", apesar de os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda da ONU para 2030 visarem garantir que ninguém é deixado para trás, começando "por aqueles que estão mais atrasados", insistiu Pedro Conceição, responsável pelo relatório.

A Suíça, a Noruega e a Islândia continuam no topo da lista do Índice de Desenvolvimento, acompanhados pelos restantes países da OCDE, no extremo oposto da Somália, do Sudão do Sul e da República Centro-Africana (RDC) que ainda não conseguiram recuperar do impacto da pandemia do coronavírus, assim como mais de metade dos países menos desenvolvidos em todo o mundo, a maioria dos quais no continente africano.

c/ agências

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