“Prémio Álvaro Batista Gonçalves” vai ser atribuído a professores de Matemática

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Nasceu nesta terça-feira à tarde, no Grémio Literário, em Lisboa, o novo “Prémio Álvaro Batista Gonçalves”, lançado pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) em parceria com a Associação Álvaro Gonçalves. A iniciativa pretende distinguir professores de Matemática, do básico e secundário, pelo seu desempenho.

O “Prémio Álvaro Batista Gonçalves” consiste na atribuição de um valor de cinco mil euros a um professor que se distinga pelo seu “esforço e dedicação” e pelo “impacto nos alunos”. “Vai reconhecer o papel dos professores, vai mostrar que estamos atentos, mostrar que valorizamos e que estamos muito agradecidos aos professores”, acrescentou Fernando Gonçalves, presidente Associação Álvaro Gonçalves.

As candidaturas à primeira edição estão abertas a todos os professores de Matemática do país, de 29 de Setembro até ao dia 3 de Fevereiro do ano seguinte.

De acordo com regulamento, os três principais componentes de avaliação e selecção são os ensaios escritos, cartas de recomendação e a apresentação de certificados, prémios e diplomas.

“No fundo, para dar a perspectiva sobre como criam impacto nos alunos que ensinam, que condicionantes, dificuldades ou outras dimensões têm marcado a profissão e a sua visão sobre o seu papel”, referiu Fernando Gonçalves.

A decisão final passará por um júri composto por um presidente e quatro vogais, nomeadamente João Araújo (presidente da SPM), Fernando Gonçalves, o ex-Presidente da República Ramalho Eanes, os ex-ministros da Educação Eduardo Marçal Grilo e Nuno Crato, e Maria Cortez de Lobão, da Fundação Gaudium Magnum, “personalidades de reconhecimento de prestígio e experiência internacional”, explicou.

“Com estas três peças, o júri estará em condições para ter uma visão integrada do trabalho do professor, do seu impacto e do potencial desenvolvimento”, disse ainda.

Para João Araújo, presidente da SPM, o objectivo geral é prestigiar o professor, “mas sobretudo distinguir a profissão” e “agradecer aos professores”.

Em relação à discussão acerca da revisão do ensino da Matemática, João Araújo afirma que “a coligação é neutra em termos educativos”.

Por fim, o presidente da Associação Álvaro Gonçalves, questionado sobre o objectivo de inspirar os professores, disse apenas: “Nós precisamos dos professores, gostamos dos professores e queremos dar um contributo modesto. Se isso depois inspirar e ajudar a desenvolver, tanto melhor, mas a nossa posição de partida é mais modesta. É um simples agradecimento”.

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