Presidente do Uruguai decreta estado de emergência hídrica na região de Montevideu

8 meses atrás 118

A água engarrafada vai ser isenta de impostos e o Ministério da Saúde Pública pediu à população que "evitasse adicionar sal aos alimentos" devido ao aumento do nível de sódio na água da torneira.

Segundo o Presidente Luis Lacalle Pou, serão construídos um reservatório e "uma obra de infraestrutura com tubulações" no rio San Joséi

Segundo o Presidente Luis Lacalle Pou, serão construídos um reservatório e "uma obra de infraestrutura com tubulações" no rio San José

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Segundo o Presidente Luis Lacalle Pou, serão construídos um reservatório e "uma obra de infraestrutura com tubulações" no rio San José

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O Governo uruguaio decretou na segunda-feira o estado de emergência hídrica para a região de Montevideu e arredores, cujo abastecimento de água foi afetado desde maio por uma prolongada seca.

O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa pelo Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, que informou que a decisão foi tomada para “ter processos legais mais rápidos e simples” em relação a uma obra que permitirá outra fonte de água potável.

Segundo o dirigente, serão construídos um reservatório e “uma obra de infraestrutura com tubulações” no rio San José.

O Presidente assegurou ainda que a água engarrafada será isenta de impostos, o que implica algumas resoluções por decreto e outras por via legislativa, através de um projeto de lei que o executivo enviará esta terça-feira ao parlamento.

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Além desta medida, vai ser garantido um abastecimento especial — sem o aumento do nível de sódio e cloro presente na atual água fornecida em Montevideu e arredores — para hospitais e outros centros de cuidados para idosos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Questionado sobre o investimento envolvido nas obras no rio San José, Lacalle Pou disse que vai rondar os 20 milhões de dólares (18,3 milhões de euros).

Em maio, o Ministério da Saúde Pública, em conjunto com as escolas de medicina, pediu à população de Montevideu que “evitasse adicionar sal aos alimentos” devido ao aumento do nível de sódio na água da torneira.

Dias depois, a venda de água engarrafada triplicou por se temer que as reservas fossem esgotadas por causa da seca, o que causou alarme entre a população e levou à organização de manifestações e protestos na capital.

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