Presidente francês quer coordenação na União Europeia sobre fronteiras e reconhecimento de vacinas

1 mes atrás 15

Macron considera que a UE tem de avançar mais rápido na vacinação e, sobretudo, coordenar-se melhor em termos de abertura de fronteiras com países terceiros e em matéria de reconhecimento de vacinas.

Emmanuel Macron nota que a estirpe detetada na Índia afeta as pessoas que ainda não estão vacinadas ou que só levaram uma dosei

Emmanuel Macron nota que a estirpe detetada na Índia afeta as pessoas que ainda não estão vacinadas ou que só levaram uma dose

LUDOVIC MARIN / POOL/EPA

Emmanuel Macron nota que a estirpe detetada na Índia afeta as pessoas que ainda não estão vacinadas ou que só levaram uma dose

LUDOVIC MARIN / POOL/EPA

O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu esta quinta-feira coordenação na União Europeia (UE) sobre reabertura de fronteiras a países terceiros e reconhecimento de vacinas anti-Covid-19, dada a rápida propagação da variante Delta e dias depois das críticas de Merkel.

“A Europa continua a implementar a sua estratégia de vacinação e vemos que os resultados já estão a chegar, com um levantamento progressivo [das medidas restritivas], mas, apesar disso temos todos de nos manter vigilantes [porque] a variante Delta está aí e propaga-se muito mais rapidamente do que as anteriores mutações, declarou Emmanuel Macron.

Falando na chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, no qual os chefes de Estado e de Governo da UE vão voltar a discutir a coordenação na gestão da pandemia designadamente em termos de livre circulação à luz das novas variantes, o chefe de Estado francês notou que esta estirpe detetada na Índia “afeta as pessoas que ainda não estão vacinadas ou que só levaram uma dose”.

Por essa razão, “temos de avançar mais rápido na vacinação e, sobretudo, coordenar-nos melhor”, isto “em termos de abertura de fronteiras com os países terceiros e em matéria de reconhecimento de vacinas porque devemos invariavelmente cingir-nos às vacinas aprovadas pelo regulador europeu”, elencou Emmanuel Macron.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A coordenação entre os Estados-membros no combate à pandemia da Covid-19 volta a ser um dos temas dominantes da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) que decorre entre esta quinta e sexta-feira em Bruxelas.

Merkel critica Portugal por ter deixado entrar turistas britânicos apesar dos riscos associados à variante Delta

Na passada terça-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou a falta de regras comuns na UE relativamente às viagens, dando como exemplo a situação de aumento dos contágios em Portugal, que a seu ver “poderia ter sido evitada”. “O que lamento é que ainda não tenhamos sido capazes de alcançar um comportamento uniforme entre os Estados-membros em termos de restrições de viagem, isto é um retrocesso”, declarou a responsável, falando em conferência de imprensa em Berlim. Nestas declarações à imprensa, a chanceler alemã exemplificou: “Temos agora uma situação em Portugal, que talvez pudesse ter sido evitada”.

Nesta quinta-feira, quando confrontado com as declarações da chanceler alemã, o primeiro-ministro português disse não ter entendido as palavras de Angela Merkel como uma crítica a Portugal, embora tenha concordado com a necessidade de coordenação entre os 27, e garantiu que aplicará aos viajantes oriundos do Reino Unido o que o Conselho acordar.

Marcelo elogia Merkel, mas considera “inevitável” haver regras diferentes na União Europeia

António Costa vincou mesmo que Portugal tem aplicado aos viajantes de países terceiros as regras acordadas ao nível europeu para conter a pandemia da Covid-19, considerando um “equívoco” a ideia de que foi permissivo com turistas britânicos.

Já num relatório divulgado na quarta-feira, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) estimou que a variante Delta do SARS-CoV-2 seja responsável por 90% das novas infeções na Europa até final de agosto e por um aumento nos internamentos e mortes, pedindo avanços rápidos na vacinação na UE.

Apontando que a mutação detetada na Índia (e designada como Delta) é entre 40% a 60% mais transmissível do que a variante detetada no Reino Unido, estando também associada a um maior risco de hospitalizações e mortes, o ECDC assinalou que “aqueles que receberam apenas a primeira dose — de um processo de vacinação de duas — estão menos protegidos”. “No entanto, a vacinação completa proporciona uma proteção quase equivalente contra a variante Delta”, adiantou a agência europeia.

Ler artigo completo