São precisos "passos de efetiva justiça e igualdade" para evitar retrocessos democráticos, diz Marcelo

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23 set, 2022 - 12:05 • Manuela Pires com redação

O chefe de Estado discursava na Assembleia da República, na sessão solene evocativa da aprovação da Constituição de 1822.

No discurso na Assembleia da República, na sessão solene evocativa da aprovação da Constituição de 1822, Marcelo disse que o mais importante é tirar lições para o futuro, mas salientando que podem sempre surgir forças anti democráticas e que, por isso, é preciso estar alerta.

"Ou os poderes públicos, mais os principais protagonistas políticos, económicos e sociais, dão um constante exemplo de vida, de humildade, de proximidade, de responsabilidade, de solidariedade, ou liberdade e democracia não avançam, recuam", alertou.

O presidente da República alertou ainda que são necessários "passos de efetiva justiça e igualdade" por parte dos protagonistas políticos para evitar retrocessos democráticos.

"Ou a realidade do dia a dia dos cidadãos, das pessoas, é feita de passos de progresso e de justiça, mesmo se com altos e baixos em especial em tempos de pandemia, de guerras ou de crises económicas, passos de efetiva justiça e igualdade, ou igualdade e democracia não avançam, recuam", afirmou.

E considerou que "esta é a grande lição dos 200 anos do constitucionalismo em Portugal", salientando que "mais do que celebrar por celebrar o que se viveu há dois séculos, o que efetivamente cumpre é não repetir os erros, as omissões, os atrasos, os retrocessos do passado e reter neles aquilo que foi portador de esperança e de futuro".

"Queremos mais e melhor liberdade e democracia? Então que todos nós, a começar em todos nós eleitos do povo sem exceção, tentemos fazer de cada dia um dia de avanço, um dia de inspiração pessoal e nacional, para que o povo nosso eleitor nunca caia na tentação de preferir a ditadura à democracia, o autoritarismo à liberdade, os messianismos ou os sebastianismos à livre e soberana vontade popular", defendeu.

A intervenção do Presidente da República foi aplaudida de pé pelas bancadas do PS e PSD enquanto as restantes aplaudiram sentadas, à exceção da do Chega.

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