Situação na Ucrânia no centro do encontro EUA/Rússia

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Nos últimos dias, e antes deste encontro na cidade suíça, o secretário de Estado norte-americano iniciou um intenso périplo diplomático, que teve paragens em Kiev e em Berlim.

Na capital ucraniana, Blinken demonstrou o apoio dos EUA a Kiev e ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, com Washington a anunciar, em simultâneo, uma ajuda suplementar de 200 milhões de dólares (cerca de 175 milhões de euros) à Ucrânia no quadro da ameaça de uma potencial ofensiva russa.

Já na capital alemã, onde manteve contactos na quinta-feira com os aliados europeus França, Reino Unido e Alemanha, Blinken sublinhou a unidade dos principais aliados ocidentais face à crise russo-ucraniana e assegurou que “qualquer” avanço na fronteira pela Rússia implicará uma reação “rápida e severa” dos EUA.

A partir de Washington, o governo dos EUA denunciou, também na quinta-feira, a estratégia de disseminação de desinformação por parte da Rússia, sobre o conflito com a Ucrânia, para tentar influenciar os "media" ocidentais.

Do lado de Moscovo, a presidência russa (Kremlin) acusou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de comentários "desestabilizadores" ao ter "prometido" à Rússia um "desastre" e sanções económicas sem precedentes em caso de um ataque militar na Ucrânia.

"As declarações repetem-se sem cessar e não contribuem em nada para o apaziguamento das tensões atuais. (As declarações) contribuem mais para desestabilizar a situação", disse, na quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, numa reação às declarações de Biden, feitas na véspera durante uma conferência de imprensa em que assinalou o primeiro ano do seu mandato presidencial.

O mesmo porta-voz acrescentou que o Kremlin está disposto a esperar até à próxima semana por uma resposta escrita dos EUA às suas propostas relativas às garantias de segurança, nomeadamente sobre a exigência de não ampliação da NATO a leste, em particular à Ucrânia.

A diplomacia russa pediu, igualmente na quinta-feira, o fim da campanha anti-Moscovo sobre especulações acerca de um ataque contra a Ucrânia, acusando o "Ocidente" de estar a tentar esconder as próprias provocações, incluindo, iniciativas militares.

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