UBS enfrenta aumento de 15 a 25 mil milhões no capital regulatório

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O UBS enfrenta um aumento nos requisitos de capital regulatório que poderá atingir entre 15 mil milhões e 25 mil milhões de dólares (14,12 mil milhões de euros e 23,5 mil milhões de euros) no âmbito das reformas propostas na sequência do colapso do Credit Suisse.

O UBS Group AG enfrenta um aumento nos requisitos de capital regulatório que poderá atingir entre 15 mil milhões e 25 mil milhões de dólares (14,12 mil milhões de euros e 23,5 mil milhões de euros) no âmbito das reformas propostas na sequência do colapso do Credit Suisse, disse a ministra das Finanças suíça, Karin Keller-Sutter, ao jornal “Tages-Anzeiger”, citado pela “Bloomberg”.

O Conselho Federal propõe que os bancos suíços de importância sistémica detenham significativamente mais capital para acautelar os riscos do célebre “too big to fail“. Isto de acordo com um vasto relatório sobre a estabilidade bancária divulgado na semana passada.

Além disso, os níveis de capital específicos dos bancos devem ser aumentados para ter mais em conta os riscos futuros.

As ações do UBS caíram até 3,7% em Zurique, depois de terem caído mais de 6% na semana passada, enquanto os investidores digeriam as propostas do regulador para o gigante suíço.

As propostas, que efetivamente destacam o UBS como o único banco globalmente sistémico do país, fariam com que o UBS enfrentasse um aumento “substancial” nos requisitos de capital regulamentar, disse o governo suíço na semana passada.

O jornal suíço “Handelszeitung” noticiou anteriormente a possibilidade de um impacto de 25 mil milhões de dólares no capital do banco, enquanto o analista da Autonomous Research, Stef Stalmann, situa os requisitos de capital adicionais na faixa dos dez a 15 mil milhões de dólares. Isto pode prejudicar as expectativas de recompra de ações.

O UBS publicou esta terça-feira as séries temporais atualizadas com informações financeiras por segmento reapresentadas, refletindo alterações anunciadas anteriormente sem impacto nos resultados do grupo.

Assim, no que toca à mudança de segmentos de clientes, o UBS dá conta da transferência do segmento de clientes de elevado património líquido do Credit Suisse Swiss Bank, que representa 72 mil milhões de dólares em ativos investidos e receitas subjacentes anuais de cerca de 600 milhões de dólares, da Personal & Corporate Banking para a Global Wealth Management, juntamente com outras transferências de menor dimensão de empresas que anteriormente constituíam o Credit Suisse Swiss Bank. O realinhamento apoia uma experiência de cliente mais coesa e desbloqueia eficiências de escala adicionais.

O UBS espera que o segmento de elevado património líquido que foi transferido contribua anualmente com mais de 200 milhões de dólares para o profit before tax do Global Wealth Management até 2026.

O UBS revela ainda “uma transferência efetiva de todos os custos de tesouraria do grupo para as divisões de negócios que eram historicamente concentrados a nível central”.

“Apenas reteremos nos itens do grupo os custos que não são controlados pelas divisões de negócios, incluindo a cobertura (hedging) do grupo e a dívida própria, bem como os custos de financiamento dos DTA (deferred tax asset)”, refere o banco em comunicado.

Outras alterações estão relacionadas com o alinhamento das metodologias de preços de transferência de fundos internos com o padrão do UBS. “Estas alterações resultam numa menor margem financeira (NII) no segmento de negócios, com uma compensação nas rubricas do grupo”, acrescenta.

“Para o primeiro trimestre, esperamos reportar um aumento trimestral baixo de um dígito na receita de margem financeira combinada no Global Wealth Management e no Personal & Corporate Banking. No futuro, esperamos que os resultados antes de impostos reportados nos itens do grupo, excluindo a conta de resultados (P&L) da cobertura do Grupo e da dívida própria, atinja uma média de cerca de menos 100 milhões de dólares por trimestre”, admite o banco.

O UBS dá conta ainda de uma realocação de cerca de 300 milhões de dólares por ano em custos selecionados nas áreas dos ativos non-core e legacy (não essenciais e herdados) para as divisões de negócio core, onde estão mais adequadamente alinhados e para evitar custos irrecuperáveis no final do processo de integração.

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