UE discute as rotas migratórias para a Europa

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O conselho extraordinário de ministros dos Assuntos Internos, convocado pela presidência semestral checa do Conselho da UE, conta com a presença dos países terceiros que integram o espaço Schengen – Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça –, e foi marcado após um diferendo diplomático entre Itália e França desencadeado pela rejeição italiana em acolher um navio de resgate humanitário.

Portugal está representado pela secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar.

A recente recusa do novo governo italiano em acolher o navio humanitário "Ocean Viking" da organização não-governamental (ONG) SOS Méditerranée, com mais de 200 migrantes resgatados no Mediterrâneo a bordo, voltou a abrir a discussão sobre as questões migratórias no seio da UE.

Os migrantes seriam posteriormente acolhidos em França, mas o caso do "Ocean Viking" acabou por desencadear uma crise diplomática entre Paris e Roma, com as autoridades francesas a reclamarem "iniciativas europeias" para "um melhor controlo das fronteiras externas (da UE) e mecanismos de solidariedade".

Na reunião de hoje, a par do novo Pacto em Matéria de Migração e Asilo – que a Comissão Europeia apresentou em 23 de setembro de 2020 -, será debatido um recente plano de ação que inclui 20 medidas concretas para responder aos desafios da rota do Mediterrâneo Central, que abrange Itália, e para conseguir respostas conjuntas face a um aumento generalizado dos fluxos migratórios.

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