Villas-Boas: «Se acontecerem vendas, saber investir é fundamental»

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André Villas-Boas concedeu esta segunda-feira uma entrevista ao canal Now, na qual abordou vários temas. O recém-eleito presidente do FC Porto deu detalhes sobre a escolha de Vítor Bruno para treinador e até fez uma revelação acerca do futuro de Pepe, mas foi além disso numa conversa ampla sobre o futuro do clube.

A vitória nas eleições do FC Porto: «Foi uma vitória muito positiva, uma vitória dos sócios, sobretudo pela afluência histórica às urnas. Claro que para este resultado é um conforto, dá-nos uma margem de manobra importante, porque foi inegavelmente a vontade de os sócios fazerem essa mudança na administração do FC Porto. Agora é dar sustento a todos os nossos projetos, à reestruturação do FC Porto, à sua sustentabilidade financeira e, claro está, à sua glória, da qual estamos rodeados no museu.»

Sustentabilidade financeira: «Infelizmente para o FC Porto tivemos uma situação em que a sustentabilidade financeira não igualou o sucesso desportivo. Foi de tal forma díspar que enquanto elevámos na nossa glória não soubemos caminhar para a sustentabilidade do clube. Com base no programa eleitoral que lançámos e com as ideias de reestruturação financeira do FC Porto, crescimento da marca, novas mentalidades e também crescimento do futebol português, os sócios acabaram por desejar esta mudança.»

Preparação da nova época: «Reformatámos todo o edifício da direção desportiva e temos fechado um novo diretor de scouting, um novo diretor da formação, um novo diretor da performance e um novo diretor do futebol profissional na figura do Jorge Costa. Aqui estamos numa fase de investimento, porque temos que ser muito mais cirúrgicos a operar no mercado, muito mais clínicos e cometer cada vez menos erros. Temos consciência da dificuldade com a qual nos deparamos atualmente para operar no mercado com os melhores jogadores. Há jogadores e situações com as quais não podemos competir. No entanto, trazendo estas competências para dentro de casa, poderemos ser cada vez mais cirúrgicos e escolher os jogadores que nos permitam ter plantéis competitivos

Continuidade de Diogo Costa, Pepê e Francisco Conceição: «Nunca se está disponível para abrir mão de talento tão bom, não é? E a realidade é que são jogadores muito importantes no FC Porto, que estão acompanhados de cláusulas de rescisão. O FC Porto sempre vendeu muito bem. Não tanto nestes últimos anos, quando asfixiados por um garrote financeiro e pelo licenciamento da UEFA, que nos obriga a operar no mercado de outra forma, mas queremos recuperar o FC Porto negociador, mais agressivo na venda de jogadores no mercado, e capaz de reter talento. Se acontecerem vendas, saber investir é fundamental e daí esse investimento na reestruturação da direção desportiva.»

Homenagem a Sérgio Conceição: «Naturalmente estava agendada no momento da rescisão contratual, o que acabou por não acontecer. Mas posso garantir que os 365 dias do ano estarão livres para quando ele entender.»

Sem margem de erro: «É uma exigência dos sócios, é o ADN do nosso clube e, por isso, estamos neste Museu rodeados de tão belos troféus e de tanto prestígio nacional e internacional. Acho que é uma vantagem ter um presidente-adepto tão profundo como eu sou e como são os membros da minha equipa profissional, porque sabemos quais são as exigências dos sócios para connosco. Sabemos perfeitamente que a nossa margem de erro é mínima e que temos que entregar títulos.»

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