Yazz Ahmed sopra em direcção ao Caldas.Jazz’22 na noite de Halloween

7 meses atrás 79

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Fotografia: Hello Content

Publicado a: 07/10/2022

Partida de bom gosto.

Fotografia: Hello Content

Publicado a: 07/10/2022

O regresso do quarteto de Yazz Ahmed a Portugal está marcado para o dia 31 de Outubro e acontece no CCC – Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha no âmbito do Caldas.Jazz 2022.

Figura relevante dentro daquela que será a cena jazz mais plural da actualidade, a do Reino Unido, celebrou a “coragem, determinação e criatividade feminina” através de um aclamado Polyhymnia, álbum que a tem mantido ocupada na estrada e que, em 2020, ingressou numa aventura pelas malhas da electrónica através de quatro remisturas. Este ano, já se ladeou de Ebi Soda ou Joby Burgess — em “Chandler” e “Throw Your Pumpkin (& Pick Me Up)“, respectivamente — e voltou a mostrar-se a solo através de “It“, tema inaugural de Blue Note Re:imagined II, compilação que junta nomes como Swindle, Theon Cross, Ego Ella May, Nubyan Twist ou Binker Golding.

Há um ano, Yazz Ahmed foi um dos motivos que levaram Rui Miguel Abreu até Ponta Delgada para marcar presença no PDL Jazz. Depois de uma entrevista via Zoom, foi no Teatro Micaelense que o director do ReB viu a trompetista e compositora ao leme de uma formação composta por Ralph Wyld (vibrafone), David Manington (baixo) e Martin France (bateria), os mesmos músicos que a acompanham na visita a Caldas da Rainha em plena noite de Halloween. Segundo a reportagem da sua passagem pelos Açores:

“Ao longo de mais de hora e meia de concerto, alternando entre o trompete e o fliscorne e recorrendo pontual, mas de forma bastante interessante a um processador de efeitos e a pedais, Yazz brilhou com uma musicalidade funda, expressiva, bastante melódica e poética, mas com espaço para derivas mais abstractas, soando sempre expansiva e envolvente, como se a música que produz fosse um convidativo manto de veludo. Não que o seu jazz tenha algo de soft, muito pelo contrário, mas porque ao cruzar o imenso espaço que se estende entre Miles Davis e Jon Hassell, por um lado, e Rabih Abou-Khalil ou Ibrahim Maalouf, por outro, Ahmed deixa bem claro o poder da imaginação, a capacidade de desenhar perante os nossos ouvidos novos mundos, plenos de cor, harmonicamente representada neste concerto não apenas através do seu constante e intrincado diálogo com o vibrafone de Wyld, mas igualmente com o ultra-melódico baixo de Manington.”


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