Das ações aos PPR e ao crédito: um leque de opções

1 mes atrás 42

ETF: DIZ-ME QUEM SEGUES, DIR-TE-EI QUEM ÉS 

A procura por "exchange traded funds" (ETF) "existe há vários anos, mas só recentemente chegou a Portugal – muito devido à falta de literacia financeira", considera o analista da XTB Vítor Madeira. Olhando para o futuro, "é expectável" que a procura por estes produtos – que replicam o desempenho de ativos subjacentes – "se mantenha elevada e aumente ao longo dos anos", já que estes instrumentos são "um veículo de investimento mais acessível para quem não tem muito conhecimento e para quem procura diversificar o risco, com uma postura mais passiva", justifica Vítor Madeira. A escolha do ETF certo dependerá sobretudo do ativo subjacente. Por exemplo, "num cenário de recessão, os metais preciosos têm um desempenho superior aos industriais", explica Paulo Rosa, economista do Banco Carregosa. 

AÇÕES: QUANDO E COMO ESCOLHER? 

Tanto o analista da XTB Vítor Madeira como o economista sénior do Banco Carregosa Paulo Rosa concordam que o peso das ações numa carteira depende do cenário macroeconómico. Em 2023, o S&P 500 ganhou 24,23%, enquanto o Stoxx 600 cresceu 12,73%. Os investidores aguardam agora que a Reserva Federal (Fed) norte-americana e o Banco Central Europeu (BCE) comecem a cortar os juros diretores este ano, o que poderá ter ou não um impacto positivo nas ações, mediante seja um corte "pontual" ou contínuo dos juros, de acordo com Paulo Rosa. Desde o início deste ano, o índice de referência europeu já somou mais de 5%, tendo batido o mais recente recorde no passado dia 2 de abril. Já o S&P 500 alcançou máximos históricos em março, estando a subir cerca de 8% este ano.  


DÍVIDA À ESPERA DOS BANCOS CENTRAIS

Entre dívida soberana ou obrigações empresariais, a escolha dependerá dos cortes de juros que poderão ser levados a cabo pelos bancos centrais. "Se a descida das taxas de juro for rápida e abrupta, a aposta deverá recair nas obrigações soberanas, tendo muito provavelmente um desempenho muito superior às ações e às obrigações empresariais", considera Paulo Rosa, economista sénior do Banco Carregosa. Por outro lado, se esta redução das taxas de referência for apenas "pontual", as obrigações "corporate" deverão ter um melhor comportamento do que a dívida pública, acrescenta Paulo Rosa. Também o analista da XTB Vítor Madeira acredita que uma redução gradual dos juros deverá beneficiar o mercado obrigacionista, reduzindo o risco de incumprimento dos emitentes dos títulos de dívida.  

PPR  E AMORTIZAÇÕES DO CRÉDITO

Os Planos de Poupança Reforma (PPR) "são uma escolha que traz benefícios fiscais, principalmente para os mais jovens", defende o analista da XTB Vítor Madeira. Além disso, com este produto existe a vantagem de "a gestão ser feita pela instituição financeira",  pelo que o subscritor "não tem  de se preocupar com nada", acrescenta. Por outro lado, é preciso ter em conta que há casos em que subscrever um PPR "pode não compensar, já que as comissões de gestão, por norma, são elevadas face à potencial rentabilidade", em concreto em torno dos 2% em comissão, de acordo com as contas da plataforma "low-cost". Uma outra opção é aproveitar o reembolso do IRS para "amortizar créditos, dependendo do montante em dívida, dos custos associados e do custo de oportunidade".  

Ler artigo completo