Ministro confirma acordo com sete sindicatos. "Fenprof nunca foi parte da solução"

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21 mai, 2024 - 20:36 • João Pedro Quesado

Fernando Alexandre criticou postura da Fenprof nas negociações. Acordo prevê a recuperação de 50% do tempo de serviço de seis anos, seis meses e 23 dias no espaço de um ano.

O ministro da Educação confirmou, ao fim do dia desta terça-feira, o acordo com sete sindicatos para a recuperação do tempo de serviço dos professores, e disse que pode beneficiar "mais de 100 mil professores". Fernando Alexandre criticou ainda a Fenprof por não participar no "esforço de aproximação" realizado.

Em declarações aos jornalistas, o responsável do Ministério da Educação, Ciência e Inovação agradeceu às organizações representativas dos professores que conseguiram um acordo "através de um processo de negociação e fizeram uma aproximação", sublinhando as diferenças entre "a primeira proposta que o Governo fez e a proposta que hoje dá corpo ao acordo".

"Encontramos em muitos sindicatos, que representam uma parte significativas dos professores, essa vontade de resolver um problema que era muito antigo e trazia uma grande instabilidade às nossas escolas, e que até agora nenhum governo tinha mostrado disponibilidade para resolver", elogiou Fernando Alexandre, para quem este passo é "o início de um processo".

"Estamos no início mas sabemos que para fazer aquilo que era preciso fazer na educação e há muito a fazer, era preciso resolver este problema que deixava muitos professores descontentes", declarou o ministro, apontando para mais de 100 mil professores beneficiados pelo acordo alcançado.

Questionado acerca da Fenprof, com quem ainda vai reunir esta terça-feira, Fernando Alexandre declarou que "a Fenprof nunca foi parte da solução".

"Nós esperamos que possa ser, mas nunca foi. A Fenprof tem uma agenda muito própria, confesso que em muitas discussões eu muitas vezes tenho dúvidas que a educação seja de facto a sua grande preocupação, e mesmo os professores", acusou o ministro da Educação.

Fernando Alexandre criticou ainda a postura da Fenprof, sublinhando que "tem que haver um esforço de aproximação e não podemos, quando resolvemos um problema, colocar outro em cima da mesa sistematicamente, de forma a que nunca se resolva nada".

O acordo alcançado esta terça-feira para a recuperação do tempo de serviço dos professores prevê a recuperação de 50% do tempo de serviço no espaço de um ano.

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