Moçambique recuperou 42,5 milhões de euros de atividades ilícitas em dez anos

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"Como produto e/ou vantagens das atividades ilícitas investigadas", explicou o diretor adjunto do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Eduardo Sumana, durante a reunião anual dos órgãos do Procuradoria-Geral da República (PGR), que decorre até 20 de junho, em Maputo.

O responsável disse ainda que nos últimos dez anos, o Ministério Público moçambicano tramitou 11.030 processos nesta área, dos quais 10.403 tiveram desfecho, correspondendo a 94%, tendo foram sido apreendidas, ainda, 83 viaturas e recuperados 56 imóveis.

Eduardo Sumana reconheceu que os autores de crimes de corrupção, financiamento ao terrorismo e branqueamento de capitais estão a aprimorar os métodos e apelou para uma formação e especialização de magistrados e investigadores de modo a melhorar a eficiência da atuação: "A sofisticação dos meios de que a criminalidade económico-financeira e a corrupção se socorre e a danosidade social que provoca (...) demanda das autoridades de investigação não somente recursos, mas também a utilização de métodos e da especialização dos seus agentes, pelo que destacamos a importância de se prosseguir e aprofundar a formação específica de magistrados investigadores".

O Gabinete Central de Recuperação de Ativos em Moçambique recuperou, só nos últimos 12 meses, até abril passado, mais de 1.385 milhões de meticais (20,2 milhões de euros) de proveniência ilícita, num total de 84 processos de investigação patrimonial e financeira, indicam dados do Ministério Público noticiados anteriormente pela Lusa.

O valor representa uma evolução se comparado com o período anterior, quando foram recuperados bens estimados em 1.149 milhões de meticais (quase 17 milhões de euros), lê-se num documento no qual se faz um balanço do trabalho do Ministério Público moçambicano.

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