ONU acusa Israel de manter ataques contra hospitais de Gaza

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O último episódio ocorreu no hospital Al Amal em Khan Yunis (sul de Gaza), quando a ONU e o Crescente Vermelho Palestiniano estavam a ajudar na retirada de 24 pacientes, incluindo uma mulher grávida e uma mãe com um recém-nascido.

A retirada "foi bloqueada pelas forças israelitas durante várias horas", disse hoje um porta-voz humanitário da ONU.

"Os soldados israelitas obrigaram o pessoal e os doentes a sair das ambulâncias e despiram os paramédicos. Três deles foram detidos, apesar de todos os dados pessoais terem sido previamente comunicados a Israel", disse o porta-voz do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU, Jens Laerke.

O resto da caravana, incluindo os veículos onde se encontravam pessoas doentes, foram obrigados a esperar sete horas antes de serem autorizados a partir.

"Um paramédico foi libertado e apelamos à libertação imediata dos outros dois e de todo o pessoal médico que se encontra detido", afirmou.

Laerke recordou que não se tratou de um incidente isolado, como demonstra o facto de, só num mês - entre 22 de janeiro e 22 de fevereiro -, se terem registado 40 ataques a hospitais, nos quais foram mortas 25 pessoas.

No hospital Al Amal, permanecem 31 pacientes e um total de 215 pessoas, incluindo enfermeiros, paramédicos, médicos, condutores de ambulâncias e pessoas deslocadas, embora nenhuma ambulância esteja operacional.

Os pacientes graves finalmente retirados (todos com necessidade urgente de cirurgia) foram transferidos para Rafah, no extremo sul do enclave, onde mais de 1,2 milhões de habitantes de Gaza se refugiaram e onde se teme uma grande ofensiva militar israelita a qualquer momento.

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