Tesla vai despedir 10% dos seus trabalhadores. Saiba porquê

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De acordo com um comunicado recentemente divulgado, a Tesla poderá despedir até 14 mil pessoas da sua força de trabalho.

Pela primeira vez nos últimos quatro anos, as vendas da Tesla no primeiro trimestre do ano registaram uma descida, com valores acima dos 20% face ao período homólogo.

Por esse motivo, a marca de Elon Musk já anunciou que vai demitir mais de 10% da sua força de trabalho a nível mundial, de acordo com um comunicado interno ao qual a Reuters teve acesso.

Apesar de não ser especificado ao certo quantos trabalhadores poderão ser afetados, no final de 2023 a marca contava com um total de 140 473 funcionários. Ou seja, este despedimento da Tesla pode afetar mais de 14 mil pessoas.

Tesla Model Y - 3/4 de traseira© Tesla

Este não está mesmo a ser um momento fácil para a empresa de Elon Musk. Para além de ter registado o pior trimestre dos últimos quatro anos, o vice-presidente sénior, Drew Baglino (responsável pelo desenvolvimento de baterias) e o vice-presidente de políticas públicas, Rohan Patel, anunciaram recentemente a sua saída da empresa, usando a rede social X.

About every 5 years, we need to reorganize and streamline the company for the next phase of growth

— Elon Musk (@elonmusk) April 15, 2024

Precisamente através do mesmo meio, o próprio Elon Musk já reagiu a esta notícia: “A cada cinco anos é necessário reorganizar e otimizar a empresa para uma próxima fase de crescimento.”

O tempo não para, nem para a Tesla

A Tesla, assim como muitos outros fabricantes de automóveis elétricos, tem tido dificuldades em acompanhar as tendências de procura do mercado. Mesmo com uma aposta na diminuição de preços, isso não foi suficiente para estimular a procura.

“Nós procedemos a uma análise exaustiva da empresa e tomámos a difícil decisão de reduzir o nosso número de trabalhadores em mais de 10% a nível global.”

Elon Musk, no comunicado divulgado pela Carscoops

De acordo com analistas, este comunicado e este despedimento é mais um sinal de que a Tesla vai ter dificuldade em manter o seu crescimento.

“A Tesla está a amadurecer enquanto empresa e não é a história de crescimento que costumava ser. Despedimentos implicam que a gestão da empresa prevê que a procura fraca persista.”

Craig Irwim, analista na Roth Capital

Apesar disto, o diretor executivo da marca não fez qualquer menção em relação ao «arrefecimento da procura» que atualmente se faz sentir. Ao invés, «culpa» os despedimentos com base numa “duplicação de funções e cargos em determinadas áreas”.

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Recorde-se que, recentemente, a Tesla também esteve «nas bocas do mundo» depois da Reuters ter noticiado que esta iria desistir da produção do tão ansiado “elétrico de 25 mil euros” — ou Model 2.

Porém, Musk reagiu na rede social X e acusou este órgão de comunicação social de estar a mentir. Até então, não foram feitos mais comentários sobre esta polémica.

Fonte: Reuters e Carscoops

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