Cobre valoriza quase 12% desde o início do ano

1 mes atrás 63

Uma análise da corretora XTB considera que o crescimento da procura por cobre deve continuar durante o ano, embora o aumento do preço deva ser limitado.

O cobre sofreu uma valorização de quase 12% desde o início do ano, atingindo o preço mais elevado desde junho de 2022, ao ficar perto dos 10 mil dólares por tonelada. Isto de acordo com uma análise da corretora XTB, que considera que o crescimento da procura por este material deve continuar durante o ano, embora o aumento do preço deva ser limitado.

“O cobre é uma das matérias-primas mais interessantes em termos de um possível mercado em alta a longo prazo, dada a utilização do metal em novas tecnologias relacionadas com fontes de energia alternativas, carros elétricos ou eletrónica em geral. Por outro lado, nesta altura, o cobre é utilizado principalmente em infraestruturas e cerca de 50% de toda a procura mundial está concentrada na China”, diz a análise efetuada pela corretora.

A XTB sublinha que à tendência lateral que se tem verificado nos últimos meses tem estado associada uma “expansão bastante forte” da capacidade da produção na China em termos de cobre refinado.

“O aumento significativo da capacidade de transformação conduziu também a uma crise neste sector na China. As margens relacionadas com o processamento de concentrados diminuíram para quase zero, levando a associação de fundições de cobre na China a planear uma redução da produção até 10% este ano”, diz a corretora.

A XTB diz que as margens diminuíram devido ao “aumento da concorrência” na China e a nível mundial e a um “défice no mercado de concentrados”, na sequência do “encerramento inesperado” da mina de Cobre Panamá da First Quantum Minerals e dos cortes de produção da Anglo American.

“Além disso, devido à recente recuperação económica na China e às perspetivas de cortes nas taxas de juro nos Estados Unidos da América ou na Europa, prevê-se que o crescimento da procura de cobre continue este ano. Com uma produção limitada, poderá surgir uma situação de défice. Assim, a menos que as empresas chinesas decidam reduzir a produção, mesmo com uma procura moderadamente crescente, o aumento do preço do cobre poderá ser limitado”, considera a XTB.

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