Já levou o seu animal de estimação ao veterinário?

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Garanta proteção, alimentação, saúde, estímulo mental e social aos animais que decidiu trazer para casa, de forma adequada à espécie em questão. E conte com a ajuda do médico veterinário.

Artigo da responsabilidade do Dr. Nuno Paixão. Médico veterinário

Chega um novo ano e com ele esta motivação de melhorar. É uma boa desculpa para pensarmos na nossa vida e nos que nos rodeiam. E quem está mesmo próximo de nós? A nossa família, claro, e os nossos animais de estimação, que fazem parte da família multiespécie. Esse conceito tão inclusivo e recente, mas que muitos de nós já o sentíamos, apesar de não termos um nome para tal. Sim, os animais de estimação fazem parte da nossa família.

OS NOSSOS ANIMAIS DEPENDEM DE NÓS

Até no mais básico para se viver, os nossos animais dependem de nós. Para comerem, para beberem, para terem liberdade, para serem felizes, eles dependem por completo de nós, os elementos humanos da família.

Infelizmente, nem todas as famílias são iguais. Uns deixam os seus cães e gatos dormir na cama, brincar por todo o lado, com mais ou menos mimo. E, infelizmente, outras famílias tem os seus cães presos a corrente no fundo do quintal, sem contacto com ninguém, abandonados emocionalmente.

CONSULTAS DE ROTINA

Começando pelos que estão mais próximos, o que devemos melhorar na relação com o nosso animal de companhia, o que vive connosco. O mais básico dos básicos, a sua saúde: quando foi a última vez que o levamos ao médico veterinário?

As consultas de rotina e avaliação devem ser feita, pelo menos, uma vez por ano, sendo ainda mais importante e frequentes em jovens e idosos. As doenças em animais passam despercebidas pelos seus detentores, sobretudo nas fases mais precoces. Os animais não são capazes de verbalizar as suas dores e as suas maleitas. Assim, o acompanhamento por um profissional capacitado e competente é fundamental para se prevenir ou detetar doenças no seu início, onde os tratamentos podem ser mais efetivos.

ESTÁ A CUMPRIR A LEI?

A legislação em Portugal obriga a que todos os cães, gatos e furões estejam identificados eletronicamente com um “chip” e que tenham em dia a vacinação contra a raiva. Atenção, pois as coimas podem ser significativas. Se a raça do seu cão é considerada perigosa, então as complicações adensam-se.

Hoje em dia, há uma grande variedade de vacinas, que previnem doenças potencialmente fatais. Deve discutir com o médico veterinário assistente e determinar um plano que seja o mais adequado para o local onde vive e para o seu animal.

Não se esqueça que a desparasitação também é fundamental para assegurar a saúde dos nossos animais e a nossa própria. Em certas situações, a desparasitação poderá ser feita de 6 em 6 meses, noutras de 4 em 4 meses ou, se necessário, com diferentes frequências.

TRIÂNGULO DE CONFIANÇA

A desparasitação é um ato médico e deve ser discutida com o médico veterinário. Quem melhor conhece o animal é o seu detentor ou tutor, sem dúvida, mas o profissional indicado para o acompanhar é o médico veterinário assistente.

Escolha um médico veterinário e um centro de atendimento em que confie. A confiança é fundamental para o sucesso. Cuidar da saúde dos nossos animais implica um triângulo de confiança, dedicação, competência, preocupação e conhecimento.

ABANDONO EMOCIONAL

Falamos muito do abandono nas ruas de cães, gatos e outros animais, mas infelizmente também há abandono dentro das próprias casas. Animais que não tem asseguradas as necessidades básicas emocionais, mentais e sociais. Até podem ter boa alimentação e uma boa cama, mas ficam isolados, sem interação com ninguém, e isso é tão devastador quanto o abandono físico na rua.

Por isso, recomendo: pense quanto tempo de qualidade passa com o seu animal? O que fazem juntos? Quando vai passear o seu cão, brinca e interage com ele?

Ao trazermos para casa qualquer animal que seja, temos a responsabilidade de garantir todas as suas necessidades, físicas, mentais, emocionais e sociais. Se tem um “peixinho dourado”, só um, num aquário redondo, garanto-lhe que está a atentar contra o bem-estar desse animal. Os peixes vivem em cardumes, por isso, um sozinho estará em sofrimento social. Infelizmente, muita gente tem animais em casa e não percebe o sofrimento que lhes causa, por ignorância.

Leia o artigo completo na edição de Janeiro 2024 (nº 345)

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