Chás: medicação diretamente da natureza

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Não é de hoje que ouvimos falar de intoxicações ou problemas relacionados com o mau uso dos chás, tal como estão confirmados cientificamente os seus benefícios na saúde. A nutricionista ortomolecular Dra Elisa Lobo concorda cem por cento com a afirmação de que “a diferença do veneno e do remédio está justamente na dose”.

A profissional explica que os chás são medicamentos fitoterápicos e uma forma natural de tratar e cuidar do nosso corpo. “A natureza oferece tudo o que precisamos e há chás para os mais diversos problemas e incómodos, desde dores, passando pela obstipação, retenção de líquidos, ansiedade, má digestão, inflamações, disfunções hormonais, até para o tratamento auxiliar em doenças crónicas”, afirma.

Elisa Lobo alerta de que, sendo os chás medicamentos fitoterápicos, agem como quaisquer outros medicamentos, podendo ter interação entre si e exigindo um cuidado especial na mistura de ervas e nas suas quantidades. Outro fator importante para a nutricionista é analisar cada indivíduo nas suas particularidades, como condições de saúde e outros medicamentos já utilizados, a fim de evitar problemas.

Em relação às estações do ano, segundo a especialista, o que difere é a temperatura do chá. “Há as pessoas que, no verão, preferem os chás gelados e, no tempo frio, os mais quentinhos. Mas, a preparação deve ser sempre a mesma, respeitando-se o tempo de infusão de cada erva, de acordo com as recomendações”, explica. Outro ponto que gera dúvidas é o tempo que os chás podem ficar prontos até o consumo. “Nunca mais de 24 horas, pois podem perder parte de suas propriedades”, aconselha a Dra Elisa Lobo.

No que diz respeito ao auxílio no emagrecimento, a nutricionista explica que sim, os chás podem auxiliar, na medida que agem tanto na retenção de líquidos, como nos fatores inflamatórios, que travam a perda de peso. Mas, segundo a mesma, as ervas e respetivas quantidades devem ser recomendadas individualmente e jamais de maneira global. “Algo que acho importante, no entanto, é dividir o consumo em duas ou três vezes ao dia, aproveitando as propriedades antioxidantes dos chás e alternar ervas estimulantes – durante o dia – e mais calmantes – nas tardes e noites”, conclui.

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